Luta contra VBG: Associação entrega carta e recomendações a serem implementadas

11/06/2019 15:24 - Modificado em 11/06/2019 15:24

Uma das recomendações que constam do documento é a resolução da questão da prevenção. E para isso defende a criação de políticas para organizar a situação das famílias, das mulheres e da sociedade e que sejam reforçadas as condições, sobretudo das mulheres, e das vítimas para que haja menos condições para existirem casos de Violência Baseada no Género (VBG).

E porque defende que as medidas fundamentais a serem tomadas são políticas, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género (ACLCVBG) espera que com a entrega do documento ao primeiro-ministro se possa criar “medidas específicas para reforçar o poder e a situação das mulheres e das famílias” e também “das crianças e dos homens” afectados com essa situação para que haja “uma prevenção mais eficaz” e condições para que os profissionais trabalhem “uma melhor resposta no que diz respeito à vítima”.

“É preciso melhorar algumas coisas que nós já temos a funcionar. Melhorar a situação do atendimento, melhorar a questão da reinserção e da reorientação dessas pessoas para que não continuem a viver em situação de VBG. Neste sentido, é preciso que haja políticas adequadas para resolver o problema do atendimento, da abordagem e da reintegração, mas também é preciso um reforço financeiro”, acrescentou a presidente da assembleia-geral da ACLCVBG.

Em declarações à imprensa, a presidente da assembleia-geral da ACLCVBG, Antonieta Martins, explicou que a carta de compromisso e o plano de acção saíram da conferência internacional sobre Violência Baseada no Género (VBG), que se realizou nos dias 15 e 16 de Maio, em parceria com a Presidência da República, a Embaixada do Luxemburgo em Cabo Verde e o Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG).

O encontro serviu para delinear linhas de accão no sentido de melhorar a situação de VBG em Cabo Verde.

Da parte do Primeiro-ministro, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género disse que encontrou “boa recepção” e, por isso, acredita que o Governo vai tomar medidas no sentido de melhorar o que já está sendo feito. “Estamos optimistas e acreditamos que isto vai resolver-se. Vamos ver o que é que vai acontecer depois da apreciação que ele vai fazer ao documento”, completou.

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