Jovem finalista em Energias Renováveis cria “Bike d’Mandod” e dribla o desemprego

9/06/2019 22:58 - Modificado em 10/06/2019 12:13

Zevy Almeida é um jovem empreendedor de 25 anos, natural da ilha de São Nicolau, que encontrou no negócio de prestação de serviços para pessoas de dentro e fora da ilha de São Vicente um modo para driblar o desemprego.

O jovem finalista do curso de Engenharia em Energias Renováveis da Universidade do Mindelo, ilha de São Vicente, decidiu arriscar no projecto “Bike d’Mandod”.

Em entrevista ao Notícias do Norte conta como está a conseguir driblar o desemprego.

Notícias do Norte (NN): Como é que começou e surgiu essa ideia de criar “Bike d” Mandod”?

Zevy Almeida (ZA): Uma ideia que surgiu em conjunto com o meu irmão que também estudava aqui na ilha de São Vicente. Sempre fazíamos trabalhos de entregas e recolha de algo para familiares e amigos de outras ilhas. Na altura chegamos a conversar, mas não arriscamos.

Sozinho na ilha, desempregado e com poucas esperanças de inserção no  mercado de trabalho, fui incentivado pela minha namorada a abrir o meu próprio negócio relacionado a este serviço.

No início, até fazia as tarefas a pé. Era muito exaustivo, então resolvi adquirir uma bicicleta.

NN – O nome “Bike d’Mandod?

Foi das coisas mais difícil, mas como eu fazia as minhas voltas e serviços na minha bicicleta, optei pelo nome Bike d’Mandod.

NN- Quais foram as dificuldades encontradas nestes cinco meses?

ZA- Nem sempre tenho serviços para fazer e tem vezes que passam semanas com o movimento reduzido.

NN – Como é seu dia-a-dia em serviço?

ZA – Sempre começo o meu dia em direção à cidade ou zona industrial onde é o lugar em que eu faço a maioria dos meus serviços, depois passo frequentemente no cais para saber os dias e horários dos barcos para as ilhas e saber acerca do embarque de cargas.

O meu tempo é dividido também entre a escola e o trabalho, sempre que posso eu vou a escola de manhã e à tarde.

NN – Esse trabalho é satisfatório para si?

ZA – Sim! É um trabalho muito satisfatório porque é algo que eu gosto de fazer e cada vez vou ganhando mais experiência nesse negócio. Para mim,  também, é uma alegria satisfazer os meus clientes dentro ou fora da ilha. Com esse negócio posso sustentar-me a mim mesmo. Acrescento a isso a responsabilidade que esta atividade me trouxe.

NN – Como o público sanvicentino e não só, tem reagido face ao seu trabalho?

ZA – A reação tem sido muito boa. Tenho muito incentivo por parte de meus amigos e de pessoas que conhecem o meu trabalho.

NN – Tem contado com a ajuda de parceiros nesta caminhada?

ZA – Não desde o começo eu faço os meus trabalhos sozinho sem a ajuda de ninguém.

NN – Qual é o balanço que faz desses 5 meses de trabalho?

ZA – É bom e muito positivo em vários aspectos. No início os ganhos não foram muitos, mas estou confiante que tudo tende em melhorar, sendo que o mais já difícil foi ultrapassado.

ZA – Qual é a sua espectativa de futuro quanto à empresa?

Tenho amigos que já me propuseram parceria de modo a expandir o negócio. Pode ser que isso seja um futuro para a empresa, contudo não me esqueço da minha licenciatura, porque tenho um objectivo de abrir negócio também na área em que estou me formando.

NN – Quais são os seus conselhos finais para os jovens?

ZA – A minha mensagem aos jovens desempregados é que sejam autónomos. Que desafiem a si mesmos porque eu sinto que pertencemos a  uma geração com muita capacidade, mas temos que incentivar a nós mesmos e arriscar.

Além disso, que confiem nas suas capacidades e que vejam cada obstáculo como uma forma de aprender coisas novas. De serem pessoas audazes correndo sempre atrás daquilo que os faz felizes.

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