São Vicente: INDP satisfeito com resultados de primeiro ano de Projecto da União Europeia nas Pescas

30/05/2019 16:08 - Modificado em 30/05/2019 16:08
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Benvindo Fonseca, coordenador da parte cabo-verdiana do Projecto Farfish avançou hoje, no Mindelo, que Cabo Verde já regista “resultados palpáveis” logo no primeiro ano do projeto, sobretudo na área do treinamento e da capacitação de técnicos.

De acordo com Benvindo Fonseca, citado pela Agência Cabo-verdiana de Notícias, uma vez que em alguns países a pesca é pouco regulamentada e haver ainda a necessidade de se combater as medidas de gestão tomadas sem uma base científica, ecológica e biológica sólidas, e mesmo as conformidades que são previstas nos acordos de pesca e que não são seguidas, daí a razão do surgimento do Farfish.

O mesmo diz que é preciso colmatar essas lacunas, pois na decorrência delas a confiança entre os diversos intervenientes no sector tem tendência a diminuir. A mesma fonte referiu que o Instituto do Desenvolvimento das Pescas (INDP), parceira do projeto em Cabo Verde, viu a sua competência técnica/científica aumentada com a formação de dois técnicos na área de avaliação de stock de recursos pesqueiros, para além de outros resultados esperados e em andamento até o fim do projecto, em 2022.

“A avaliação dos recursos é muito importante, esta formação é uma mais-valia para a instituição e para o país. Um ganho extraordinário, mas ainda há vários estudos em andamento sobre a cadeia de valor das pescas e outras medidas de gestão dos recursos”, declarou Benvindo Fonseca.

Este projecto é financiado pela União Europeia (UE), com nove pacotes de trabalho, e surgiu no âmbito dos acordos de parceria na área das pescas que a UE mantém com alguns países, já que 21 por cento (%) das capturas totais da UE são oriundos de países terceiros com as quais mantém acordos de pesca, entre eles Cabo Verde.

O projecto Farfish iniciou-se em 2018, tem vigência de quatro anos, e está estimado em cerca de cinco milhões de euros, envolvendo, para além de Cabo Verde, países como Marrocos, Seychelles, Mauritânia e Senegal, para além de outras 21 instituições e parceiros, tais como universidades de diversos países.

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