PAICV diz que crescimento económico só tem impacto na vida das pessoas quando há uma perspectiva de inclusão

29/05/2019 14:08 - Modificado em 29/05/2019 14:08

Na sua declaração política desta segunda sessão plenária de Maio, a líder do PAICV, defende que Cabo Verde deveria aproveitar-se da sua localização geoestratégica, para que possa se estabelecer e se transformar numa Plataforma Internacional de prestação de serviços.

A transformação de Cabo Verde numa Plataforma de referência, de prestação de serviços, segundo Janira Hopffer Almada, foi proposta pela governação anterior, na sua Agenda de Transformação, que lançou as bases para uma ampla e profunda infraestruturação, a partir da qual o país passou a sonhar mais, a querer mais e a ambicionar mais.

E que a Agenda de Transformação teve um impacto tão grande no país que, ainda hoje, embora com “roupagens diferentes, continua a marcar as principais orientações estratégicas”.

Janira Almada defende que para tal é preciso estar munido de estratégias bem definidas e com uma missão clara, que integre e envolva a todos os cabo-verdianos.

Sobre o tema debatido com o primeiro-ministro, “Crescimento Económico Sustentável”, Janira Hopffer Almada diz que tão importante quanto o país crescer é garantir que esse crescimento seja sentido por todos. Para que cada “cabo-verdiano sinta que a sua vida está a melhorar, com mais empregos dignos, com mais rendimentos, com mais e melhor acesso à saúde e à educação, com melhores condições de transporte, com mais e melhor habitação e com mais segurança”.

Portanto, ressalva que o crescimento económico, por maior que seja, só tem impacto na vida das pessoas, quando há uma perspetiva de inclusão. “Só através de um crescimento inclusivo estaremos a caminhar para o desenvolvimento com que sonhamos”.

Diz ainda que não de pode falar de crescimento económico sem falar do desenvolvimento turístico do país, que o a infraestruturação física e económica do país fez com que, de há alguns anos a esta parte, o turismo se tenha erigido como o motor da nossa economia, sendo responsável por cerca de 24% do PIB.

No entanto, acredita que para além de pretender aumentar o número de turistas, temos de ambicionar mais. “É chegado o momento de passarmos do discurso à prática e demonstrarmos se, de facto, estamos a trabalhar para transformar Cabo Verde num destino de referência”.

A líder do PAICV questionou as medidas tomadas pelo atual governo no que tange a dinamização do turismo em todas as ilhas. Exemplificando os diversos constrangimentos, entre eles a falta de oferta de transporte, pois as ligações estão cada vez mais difíceis e as passagens cada vez mais caras.

Questiona ainda como é possível, hoje, dizer-se que estamos a aumentar as ligações de Cabo Verde com o mundo e a diversificar as nossas fontes de turistas, se São Vicente, o segundo centro populacional do país, já nem sequer tem ligações diretas, feitas pela companhia Nacional, entre outras dificuldades apresentadas.

Refira-se que o Governo divulgou que o país está, hoje, a crescer 5 vezes mais do que estava há 3 anos atrás. No entanto, para Janira Hopffer Almada o crescimento económico, quando é real e resulta da dinâmica da economia, não precisa ser anunciado, nem publicitado e muito menos propagandeado… porque é sentido no dia-a-dia da vida das pessoas.

“A situação nua e crua é que os cabo-verdianos não sentem os impactos do crescimento económico na sua vida real e não se deixam embalar pela sua ruidosa propaganda de mau gosto que quer vender ilusões e comercializar consciências”.

  1. Carlos Monteiro

    É tão cristalina como água, e os cabo-verdianos estão conscientes, que o atual Governo trabalhou e muito bem, porque tudo que foi construído está ser vendido ao desbarato. Alias, temos um Governo que não jeito para trabalhar numa perspetiva de desenvolvimento, mas sim, numa lógica de negócios, que, provavelmente no fim de legislatura, Cabo Verde irá ficar mais pobre, sem meios para fazer pagamento aos funcionários, como aconteceu nos anos 90, época que o Sr. Olavo Correia era governador do Banco de cabo Verde e o Sr. Ulisses era ministro das Finanças, que venderam tudo. É verdade que, «quem fez fará».
    O engraçado é que, os deputados da situação glorificam e não defendem o país e os cabo-verdianos, dando palmas aos discursos, por mais que sejam contra os cabo-verdianos. sem dor e sem piedade. O certo que, devem ter consciência, que não estamos nos anos noventa. Afinal o país desenvolveu-se politicamente e intelectualmente Tenho Dito..

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2019: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.