CV Telecom: UCID mostra-se satisfeita com a compra das acções mas preocupada com o futuro

22/05/2019 16:54 - Modificado em 22/05/2019 16:54
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António Monteiro, líder da UCID

AUnião Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) diz-se satisfeita com a medida tomada pelo governo, no que diz respeito à venda dos 40% das acções detidas pela PT Ventures a empresas nacionais, nomeadamente a ASA e o INPS.

Por outro lado deixou clara a sua preocupação quanto ao futuro da ASA, empresa de segurança aérea, em termos de futura privatização e também ao futuro das acções agora detidas pelo INPS que poderão ser alienadas muito proximamente.

Em declarações a imprensa, esta manhã, na sua sede na ilha de São Vicente, a UCID considera que foi boa a medida do governo, já que as acções voltaram para duas empresas estatais, que são empresas sólidas e que dão garantia de que as acções, agora recompradas poderão servir como base para mais lucro a estas empresas.

António Monteiro disse que o seu partido vê com bons olhos este negócio, por considerar  a Cabo Verde Telecom uma empresa sólida que tem vindo a dar resultados líquidos favoráveis e que servem para criar mais riqueza ao país.

O facto das acções terem sido compradas por uma das empresas públicas como a ASA, que em 2017 teve um lucro de mais de 2 milhões de contos e pelo  INPS, que é responsável para gerir o fundo e pensão dos cabo-verdianos, do ponto de vista da UCID, ao adquiri-los, agora deverão mantê-las.

E é neste ponto que o líder da UCID acredita que poderá haver discórdia em relação à posição do governo do MPD, pelo facto deste já ter mostrado a intenção de privatizar a ASA.

Posto isso, considera que ao privatizar esta empresa, não vêm qual o sentido do governo, temporariamente, fazer com que parte destas acções passassem pela ASA para posteriormente serem vendidas.

Aqui discorda por duas razões, referindo que a primeira delas prende-se com o facto da ASA ser uma empresa “altamente rentável e ao ser privatizada vai levar consigo esta mais-valia da CV Telecom, que também é uma excelente empresa para a dimensão de Cabo Verde. Assim sendo e do ponto de vista do partido, são riquezas que poderiam ser acumuladas pelo estado para depois serem redistribuídas pela sociedade através da educação, segurança e saúde, entre outros e infelizmente será sol de pouca dura”.

Em relação ao INPS que com esta operação, neste momento, detêm mais de 57% das acções da CV Telecom, a UCID espera que o governo possa analisar friamente esta posição do INPS e fazer com que a instituição mantenha esta posição dentro da empresa de telecomunicações, porquanto esta é das grandes empresas que dá lucros aos seus acionistas e o INPS precisa destes lucros, “como de pão para boca” para poder garantir o futuro da instituição e as pensões todos os cabo-verdianos ali investidos.

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