Porta-voz do Núcleo Dinamizador dos Reformados do BCA pede debate com presidente do STIF

22/05/2019 00:25 - Modificado em 22/05/2019 00:25

Oporta-voz do auto denominado Núcleo Dinamizador dos Reformados do Banco Comercial do Atlântico, (BCA), Manuel Conceição, denunciou nesta terça-feira, no Mindelo, uma clara falta de solidariedade do Sindicato em relação aos parceiros, numa luta que considera justa, tratando-se do Fundo de Pensões de todos os reformados daquela instituição bancaria.

Em conferência de imprensa realizada na tarde desta terça-feira, em reacção às declarações recentes do presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF), Aníbal Borges, que pediu, que as afirmações do denominado Núcleo Dinamizador dos Reformados do BCA “não sejam levadas a sério”, Manuel Conceição afirmou que, nunca tiveram a pretensão de falar em nome de todos os reformados e trabalhadores activos do BCA, porque sabem dos trâmites legais que devem seguir para que isso aconteça.

No entanto, Manuel da Conceição frisa que todos os membros do Núcleo, são fundadores e criadores do STIF e que desempenharam os mais altos cargos no organigrama deste sindicato e por isso desafia Aníbal Borges para um debate de clarificação e veracidade dos factos.

O líder do Núcleo acusa, ainda, o presidente do STIF de não ter capacidade de apresentar um acordo colectivo de trabalho que sirva para a defesa de todos os trabalhadores, sem excepção ou discriminação. Manuel Conceição desafia o Sindicato a apresentar o acórdão de ratificação da ordem de serviço do BCA, bem como os retroactivos a serem pagos a todos os trabalhadores implicados e vítimas da violação dos estatutos do BCV no tocante aos direitos e regalias adquiridas pelos trabalhadores do BCA, nomeadamente os oriundos do BNU e BCV.

Para Conceição se o estatuto é do BCV, quer dizer que estão a lutar por uma causa justa ao não quererem ir para o INPS, mas sim ficar no BCV que é a origem dos reformados. “Violaram totalmente a lei laboral e o estatuto que é a bíblia dos bancários” salienta.

Entretanto, Manuel Conceição afirma que os reformados não tiveram acesso a todas as informações necessárias, por isso diz que a partir de agora a luta vai passar a ser feita de forma individualizada, pois entende que os trabalhadores não estão sendo solidários com esta causa. “Nós não queremos passar por cima de ninguém, só queremos defender aquilo que passamos a nossa vida a batalhar para conseguir. Por isso, se os outros reformados não se querem aliar connosco, iremos sozinhos para a luta.” esclareceu o porta-voz do Núcleo.

Comente a notícia

Obrigatório

Publicidades
© 2012 - 2019: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.