Introdução do ensino da Educação Moral e Religiosa divide opiniões

21/05/2019 01:24 - Modificado em 21/05/2019 01:24

O Ministério da Educação pretende implementar a disciplina de Educação Moral e Religiosa nas escolas públicas, conforme previsto no acordo jurídico assinado entre a Santa Sé e o Estado de Cabo Verde, isto já no próximo ano lectivo 2019/2020.

Na quinta-feira passada, 16, durante a primeira sessão de Maio no Parlamento e durante o período de Questões Gerais, Maritza Rosabal, Ministra da Educação disse que o ensino da Educação Moral e Religiosa nas escolas públicas nacionais está dentro da legalidade. Mais ainda, a mesma perspectiva é que disciplina seja implementada já no início do ano lectivo 2019/2020.

Maritza Rosabal sublinhou que a frequência da disciplina é facultativa e de livre escolha pelos educandos e seus pais e educadores.

São 13 as escolas do país que, no início do ano lectivo, farão a experiência. Acontece, que como matéria fracturante  as opiniões dividem-se perante tal questão. Segundo os defensores desta iniciativa, é preciso que o projeto avançe para que as crianças aprendem e sejam edificadas no caminho da vida e que possam ter uma base necessária para uma sociedade sólida responsável e sustentável. ”Como um estado laico que Cabo Verde é, aproveitem e introduzam esta nova disciplina a todas as crenças e religiões”.

Por isso defendem que é preciso incutir a disciplina nas escolas, porque “não se constrói uma sociedade sólida e próspera sem nenhuma entidade pode chamar o que quiser para mim é quem fez o céu e a terra. E quem não quiser incutir nos seus filhos valores cristão tem a sua opção”.

“Acredito que é uma boa decisão, ensinar desde cedo os valores morais e religiosos para que eles possam crescer conscientes disso. Com uma postura católica e apreender a respeitar a todas. Porque esta nova geração precisa muito de uma luz divina”.

E que a afirmam ainda que “a sua inserção possa ser a resposta para a violência, como bullyng, drogas, criminalidade, e ainda a negligência e a corrupção. E qualquer que seja a religião, o ensino religioso trará princípios éticos e filosóficos básicos para os alunos e que cada um será livre para seguir ou não dentro de uma religião, como o amor ao próximo, o verdadeiro valor da família e a importância do individuo na sociedade.

No entanto, existem aqueles que se posicionam sobre isso, alegando que não se pode obrigar as crianças a aprender sobre nenhuma religião. Cada um deve ser livre de decidir se quer ou não enveredar por este caminho. “Todos têm o direito de manifestar sua fé, mas incluir a disciplina nas escolas pode causar momentos embaraçosos”. Dizem que é facultativo, mas o que fazer com os estudantes que, por algum motivo, não queiram participar das atividades?

Apesar de nenhum aluno ser obrigado a matricular-se na disciplina, uma vez que é facultativa, o que acontece se não o fizer. Mais como será preenchido esse tempo dentro dos horários escolares, questiona um encarregado de educação, que não quer ver o seu educando prejudicado porque se negou a assistir a disciplina.

Outra questão que se levanta, deve-se ao facto do responsável por lecionar a disciplina caia no erro de impor a sua crença aos estudantes, ou que aja de forma preconceituosa em relação às outras religiões, que não a sua? 

Refira-se que Cabo Verde e a Santa Sé adotaram, em junho de 2013, um instrumento jurídico, também conhecido como Concordata, e a introdução do ensino da Educação Moral e Religiosa situa-se precisamente na esfera da introdução de valores na Sociedade.  

  1. LPM

    Nós os um povo muito especial. Há uma iniciativa, que é fruto, ao maué parece de um acordo assinado entre dois. Estados, Cabo Verde e o Vaticano. As aulas de religião e moral, como havia no período colonial, são facultativas e dadas em 13 estabelecimentos à título experimental. Logo, há uma experiência que irá ser feita e conclusões a tirar, para melhorar tudo o que possa estar a correr mal. De certeza que o Director das escolas eleitas neste período experimental, irá ocupar os alunos cujos encarregados de educação não os matricularam nestas aulas, que são facultativas.
    Por outro lado, na grelha das aulas poder- se – a encontrar um furo onde introduzir a aula de forma que alunos que não assistem vão para casa. Não, há toda esta série de vaticínios, carente de lógica é um comentar já deu nome à disciplina. Educação moral e religiosa católica. Haja paciência.

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