Custo do fardamento da China às Forças Armadas de Cabo Verde aumenta em menos de um mês

18/10/2022 23:58 - Modificado em 18/10/2022 23:59
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Cabo Verde vai gastar mais 35 mil euros com a compra de fardamento a uma empresa chinesa, face ao previsto no final de Setembro, alegando o Governo o aumento do custo de produção e a volatilidade do dólar.

Em causa está um despacho do gabinete da ministra da Defesa Nacional, Janine Lélis, publicado hoje em Boletim Oficial e que altera a autorização orçamental de 26 de Setembro, para a compra do material à empresa estatal chinesa China Xinxing Import and Export, através de um contrato autorizado por ajuste direto.

Há menos de um mês, o despacho autorizou a compra por até 14 milhões de escudos (128 mil euros), mas o novo despacho aumenta esse valor, para até 18 milhões de escudos (quase 163 mil euros).

“Verificando que, em decorrência do aumento dos custos de produção, bem como da volatilidade da moeda de transação que é o dólar americano, o material possível de adquirir com o valor destinado para tal efeito não permitirá a aquisição de material suficiente para a demanda necessária para as atividades previstas nas Forças Armadas”, lê-se no despacho, consultado pela Lusa.

A mesma empresa, com os mesmos argumentos e por valor semelhante, já tinha sido contratada pelo Governo para o fornecimento de fardamento aos militares cabo-verdianos anteriormente, por falta de empresas certificadas no país.

A empresa chinesa, constituída em 1987, é especializada na produção e desenvolvimento de fardamento e outros equipamentos para forças armadas e policiais em vários países, faturando anualmente mais de 300 milhões de dólares.

No despacho assinado anteriormente pela ministra da Defesa, autorizando o negócio, é referido que as Forças Armadas de Cabo Verde “têm-se digladiado com problemas na certificação técnica do material” que têm adquirido, devido à “inexistência de instituições capazes de aferir, mesurar e certificar o material adquirido para equipar as tropas”.

Além disso, justifica ainda o despacho sobre este negócio, “os militares cabo-verdianos frequentemente são enviados para o exterior, para efeito de treinamento militar, devendo os mesmos estarem munidos de fardamento de qualidade, internacionalmente certificada”.

lusa

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