CMSV lança “Programa Educação para a Família” para debelar males sociais principalmente nos jovens e adolescentes

15/05/2019 23:14 - Modificado em 15/05/2019 23:14
Lídia Lima: Vereadora da CMSV – Pelouro da Acção Social, Infância e Proteção de Menores, Saúde e Igualdade de Género, etc….

A vereadora de Acção Social da Câmara Municipal de São Vicente, Lídia Lima, fez o lançamento, esta quarta-feira, de um programa voltado para a educação familiar, que consiste na sensibilização de todas as famílias para as questões de educação, principalmente para crianças e adolescentes.

Durante a apresentação deste programa, Lídia Lima vincou que chegou o momento de todos se unirem para tentar resolver problemas que estão relacionados com a educação dos filhos. Uma situação que segundo a mesma está a gerar muitas preocupações. Servindo este programa de factor social para a educação dos jovens adolescentes e das crianças, no sentido de serem encontradas as melhores soluções para debelar grandes males que estão a atingir as crianças e adolescentes, independentemente da sua condição socioeconómica.

“Falamos disso a nível de todas as famílias. Temos vindo a constatar que são muitos os jovens e adolescentes pertencentes a famílias de classe média em São Vicente e também de famílias carenciadas ou famílias com uma certa vulnerabilidade, estão a ser todos atingidos” declarou a vereadora à imprensa após a conversa aberta com os presentes no ato.

A vereadora, afirma que questões como o consumo de álcool dentro das escolas tem vindo a aumentar. Por outro lado fala de um certo “exibicionismo” por parte de alunos que ostentam aparelhos eletrónicos caros numa forma clara de exibição. Um cenário que não vê com bons olhos, porque entende que a escola é um ambiente de aprendizagem e que não se presta a este tipo de comportamentos.

Outro problema, segundo Lídia Lima, que está a afectar os adolescentes é a permanência destes em estabelecimentos nocturnos [discotecas] até altas horas da madrugada. Entende existirem falhas, mas diz que há que ter em conta que não há policiais suficientes, para estarem constantemente nestes espaços. “Mas se cada família controlar e acompanhar o(s) seu(s) filho(s), poderemos diminuir drasticamente esta situação”.

A vereadora aponta ainda que não vê falhas nos programas implementados pelos sucessivos governos e câmaras municipais, para resolver este tipo de problemas e que estes estão sendo implementados devidamente, mas observa-se que existe uma necessidade de mudanças de atitudes e de comportamentos das famílias.

Lídia Lima assegura que as instituições estão a cumprir com o seu papel, na área da educação e ocupação dos tempos livres, promovendo atividades culturais e desportivas para os jovens, mas as famílias não estão adoptando posturas adequadas no processo educativo dos seus filhos. Um facto que, segundo a mesma, interfere na própria saúde desses jovens prejudicando a saúde colectiva, com graves lacunas a nível de urbanidade levando, no caso concreto do ambiente, as pessoas a não tratarem bem a sua sociedade, em termos de higiene e de limpeza urbana.

A vereadora entende que não poderá haver resultados “bastantes positivos” se não houver uma mudança de atitude e de comportamento no seio das famílias e se estas não assumirem o seu papel. Por isso, chama a atenção das famílias para assumirem o controlo da situação e não deixarem que tudo seja resolvido pelo Estado ou pela Câmara Municipal e outras instituições.

Este programa inicia as suas ações no terreno a partir de Junho próximo, envolve como parceiros, Igrejas, Delegacia de Saúde, Delegação de Educação, Observatório da Cidadania Activa e a Câmara Municipal que está a liderar o programa, no sentido de em conjunto com as famílias tentar encontrar soluções para debelar estes problemas que estão a atingir a sociedade, principalmente os adolescentes e jovens.

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