STIF pede que “não sejam levadas a sério” as afirmações do denominado núcleo dinamizador dos bancários na reforma

14/05/2019 15:37 - Modificado em 14/05/2019 15:37
Foto: Inforpress

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (STIF), Aníbal Borges, assegurou hoje na cidade da Praia que os reformados e trabalhadores do BCA são a favor da gestão do Fundo de Pensão pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Em conferência de imprensa realizada hoje na Cidade da Praia, em reacção às declarações recentes de Manuel Conceição, autodenominado porta-voz do designado núcleo dinamizador dos reformados do Banco Comercial do Atlântico, (BCA), o presidente do STIF pediu, que as afirmações do denominado núcleo dinamizador dos bancários na reforma “não sejam levadas a sério”.

De recordar que Manuel da Conceição, durante uma conferência de imprensa realizada na última terça-feira, 07, no Mindelo, confirmou que neste processo os trabalhadores e os reformados “não foram nem tidos, nem achados” e que já se fala da transmissão do Fundo de Pensão para o INPS, e que por isso os reformados do BCA “rejeitam categoricamente” que o Fundo de Pensão seja gerido pelo INPS.

Para Aníbal Borges, citado pela Agência Cabo-verdiana de Noticias, é legítimo que Manuel Conceição e o seu grupo reclamem e questionem tudo o que por bem entenderem sobre esta questão, mas lembrou que o mesmo não é associado do STIF e que por isso não esteve em nenhuma das reuniões realizadas com os reformados e com os trabalhadores no ativo.

Aníbal Borges avançou ainda que nas reuniões efetuadas na Cidade da Praia, São Vicente e Sal, ilhas onde se concentra o maior número de reformados desta instituição, foram prestadas todas as informações e esclarecimentos sobre esse processo, tendo na altura o sindicato “se posicionado claramente a favor da passagem do fundo para a gestão do INPS, desde que estejam salvaguardados todo os direitos”.

“Somos a favor da passagem do fundo para o INPS porque se trata de uma instituição especializada nesta matéria, que dá garantias e com sustentabilidade financeira reconhecida”, anunciou o presidente do STIF. Segundo Aníbal Borges os trabalhadores e reformados manifestaram um sentimento de “conforto e tranquilidade” com esta decisão, sendo que “não vão perder nenhumas regalias”, ao contrário do que alegou Conceição.

A mesma fonte certificou que os reformados e trabalhadores no ativo, quanto a essa matéria [fundo privativo de pensões] tem contactado o sindicato diariamente a “demarcar-se da posição de Manuel Conceição”, e que o mesmo “não está autorizado” a falar em nome deles, ou seja, “não representa os reformados, muito menos os funcionários no ativo” e não deve perturbar o sindicato nem o processo sob pena de “ser responsabilizado pelos atos praticados”.

Em relação à aplicação do Fundo de Pensões na compra das ações do banco, o presidente do STIF lembrou que na Organização Internacional do Trabalho (OIT) as regras de prudência numa boa gestão recomendam que os fundos de pensões não devem ser aplicados em actividades de alto risco nomeadamente a atividade bancária, sendo que não dão garantias de rentabilidade a curto prazo.

Entretanto disse que para que a pensão seja convertida em indemnização, como Manuel Conceição “quis passar a ideia”, será necessário alterar o disposto nos estatutos do BCA/BCV e a lei da Segurança Social nesta matéria.Para concluir, afirmou que não há nenhuma instituição em Cabo Verde mais vocacionada e que dê mais garantias e seguranças de pagamento das pensões aos reformados do que o INPS.

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