As creches devem ser mais do que um local para deixar as crianças

14/05/2019 13:53 - Modificado em 14/05/2019 13:53

O Ministério da Família e Inclusão Social realizou na manhã desta terça-feira, 14, em Mindelo, um ateliê de socialização dos procedimentos, instrumentos e orientações relativas à instalação, funcionamento e acreditação de serviços de creches em Cabo Verde.

O evento foi promovido pelo Ministério da Família e Inclusão Social, através da Direcção Geral da Inclusão Social, e teve lugar na residência Lar de Estudantes Leonel Madeira, em Madeiralzinho.

Segundo Natalie Monteiro, Diretora do Serviço de Desenvolvimento da Pessoa com Necessidades Especiais, esta atividade serve para divulgar a legislação que regula a instalação e funcionamento de creches em Cabo Verde e apresentação de alguns temas no sentido de auxiliar as entidades que já prestam este serviço a crianças dos 0 aos 3 anos e que neste momento funcionam assim como estabelecimentos de pré-escolar.

No entanto, esclarece que as creches não existiam oficialmente. A lei saiu no final do ano passado. Até então havia apenas legislação do pré-escolar, para crianças dos 4 aos 6 anos. A ideia agora é que estas instituições possam se readaptar e reorganizar os seus espaços para poderem acolher crianças dos 0 aos 3 e dos 4 aos 6 anos.

Desse modo, as creches são a opção mais utilizada pelos pais que precisam trabalhar durante o dia e não tem com quem deixar seus filhos pequenos.

Esta iniciativa visa sensibilizar para a importância do desenvolvimento ludo-pedagógico das crianças, bem como para orientações a nível de cuidados a nível de higiene e de saúde das crianças que frequentam as creches. É também uma forma de mostrar às pessoas que as creches não servem apenas para deixar as crianças,e, servindo-se desse argumento para também trazer à tona a importância dos cuidados a prestar às crianças nesta fase, que antecede o pré-escolar, dos 0 aos 3 anos de idade. “Fase em que as crianças são mais dependentes e necessitam de mais cuidados. E que qualquer ação tem que ser auxiliada e supervisionada por adultos e neste caso, adultos com formação”.

Entretanto, já foram formados em São Vicente, Sal e Praia um grupo de cuidadores de infância, com formação específica nesta faixa etária. Estes devem, segundo esta responsável, devem trabalhar nas creches, no preparo para o pré-escolar e de seguida para o ensino básico. “O desenvolvimento infantil inicia-se a partir do zero e deve ser estimulado a partir deste momento”.

Ou seja, já foi criado o perfil profissional, constando este do catálogo de qualificações.

O evento teve como público-alvo os gestores de creches; cuidadores; dirigentes locais; empreendedores e organizações da sociedade civil que dispõem ou pretendem criar estruturas que prestem cuidados a crianças dos 0 aos 3 anos de idade.

Publicado em 2018, o Decreto-Lei n.º 58/2018 de 14 de novembro, que define as condições a que devem obedecer a instalação e o funcionamento dos estabelecimentos de creche, velando pela adequação do espaço físico, dos equipamentos, das condições de segurança, de higiene e dos requisitos técnico-pedagógicos, bem como o perfil dos profissionais.

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