Direcção local da UCID desmente Augusto Neves sobre a execução orçamental da câmara em 2018 “na ordem dos 99,57%”

13/05/2019 13:50 - Modificado em 13/05/2019 13:50
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Jorge Humberto, membro da bancada municipal da UCID

De acordo com a direcção regional da UCID, os dados analisados relativo a contas de gerência da Câmara Municipal de S. Vicente (CMSV), apresenta uma série de contradições e levam à conclusão que estas contas apresentadas pelo presidente Augusto Neves, em finais de Abril, não espelham de forma fiel a realidade relativamente ao Orçamento do ano de 2018.

Jorge Humberto, membro da bancada municipal da UCID, sustenta as suas declarações com base na análise do mapa de execução orçamental das receitas e despesas.

Para este deputado municipal, a receita total cobrada, atingiu pouco mais de 680 milhões de escudos, perfazendo assim 70% do valor anteriormente orçamentado que era de 960 milhões de escudos. No entender deste membro da direcção regional da UCID, estes dados mostram que não houve uma realização orçamental de 99,57%.

Em relação às despesas, este considera, com base nos dados analisados, que “o total das despesas correntes efetuadas durante o mesmo ano, 2018, atingiu pouco mais de 752 milhões de escudos, ou seja 73% do total da verba orçamentada superior a 992 milhões de escudos. E no que toca às despesas de investimento foi gasto o valor de 221 milhões de escudos, sensivelmente, que corresponde a cerca de 61% do total orçamentado – quase 400 milhões”. Ao que revela, segundo a mesma fonte, isto quer dizer que não cumpriu “quase tudo do que foi aprovado pela Assembleia Municipal.

E demostra isso em tópicos. Relativamente ao pelouro dos Assuntos Sociais e Culturais, o montante de realização representa 75,56% do total orçamentado.

E dos 10 milhões orçamentado do Projecto “Isdob Compô bô casa”, apenas 18,6% deste montante foi executado, o que, no entender de Jorge Humberto, apresenta um série de disparidades e discrepâncias, face as declarações do atual presidente da Câmara, Augusto Neves.

No que diz respeito ao pelouro do Ambiente e Saneamento, “foi orçamentado o valor de duzentos e setenta e dois milhões, quatrocentos e setenta e seis mil e quarenta e seis escudos (272.476.046$00), e deste montante gastou-se duzentos e catorze milhões, setecentos e setenta e quatro mil, quatrocentos e cinquenta e oito escudos (214.774.458$00), o que representa uma taxa de realização de 78,8%.

O autarca de São Vicente, Augusto Neves, afirmou, na passada terça-feira, que, pela primeira vez na história da Câmara Municipal de S. Vicente (CMSV), conseguiu-se executar 99,5% do Orçamento Municipal aprovado. O que significa  que se cumpriu quase tudo o que foi planificado e aprovado pela Assembleia Municipal, de um orçamento de 960 milhões de escudos.

Ao fazer estas declarações, em conferência de imprensa, Neves assumiu uma execução de 99,57% do orçamento, o que segundo o mesmo é graças ao empenho de todos os trabalhadores da Câmara Municipal, aliado ao forte apoio do Governo e das parcerias com instituições sediadas em São Vicente.

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