Sorteio do Totoloto vai voltar a ser transmitido em direto pela TCV

8/05/2019 23:29 - Modificado em 8/05/2019 23:29
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Está para breve a retoma de transmissão em direto das extrações do Totoloto pela Televisão de Cabo Verde. Uma reivindicação dos apostadores, quando se fala da questão da credibilidade e transparência do Totoloto Nacional.

A garantia foi dada pelo presidente Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), Arlindo Carvalho, órgão que realiza o sorteio, em declarações à revista da CVCV.

A reivindicação do processo de extração dos números em direto na Televisão de Cabo Verde, ou recorrendo às novas tecnologias, como por um direto na rede social Facebook, já tem alguns anos.

Para este responsável, os jogos sociais levados a cabo pela Cruz Vermelha nacional “constituem um fator muito importante para o desenvolvimento social através de injeção de recursos para os projetos geridos pelo Estado mas também para os projetos geridos pela própria Cruz Vermelha”. 

A modernização da estrutura e sistema de jogos através da promoção e diversificação dos seus canais é um dos objetivos que consta do programa de governação da atual equipa da CVCV.

“Trata-se de um projeto considerado ambicioso e que tem a ver com a introdução de novas tecnologias de comunicação e informação, permitindo que os jogos sejam realizados através de um sistema inteligente, em duas dimensões: a digital, que permite jogar através de PC’s, tabletes, smartphones, etc e a outra através de um terminal físico que admite jogar via computador e scanner”.

A ideia de informatização dos Jogos Sociais não é de hoje. Sabe-se que o processo teve o seu início em 2008 e devido a alguns constrangimentos parou. “A Cruz Vermelha, conjuntamente com o Governo, está a trabalhar na criação de uma base normativa para o suporte legal deste projeto, com vista a colmatar o vazio existente no país”.

Para aquele responsável, uma grande mais-valia da informatização dos Jogos Sociais é a equidade dos apostadores, independentemente do local onde estiverem a jogar. Quer aqui no país quer no estrangeiro, qualquer apostador poderá jogar até o último segundo antes do fecho das apostas, em conforto e com garantias de transparência e segurança dos resultados.

Outra vantagem é a redução drástica dos gastos com equipamentos, que passarão a ser mínimos. Só para se ter uma ideia, a Cruz Vermelha tem 96 agências e cada agência tem uma máquina que custa entre 150 a 250 mil escudos.

Recorde-se que do total das apostas nos jogos sociais, a  Cruz Vermelha fica com 12%, os projetos do Estado com 13%. Outros 15% vão para a gestão logística dos jogos e 50% para os apostadores.

Elvis Carvalho

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