Reformados do BCA não querem que fundo das pensões seja remetido para o INPS

7/05/2019 23:24 - Modificado em 7/05/2019 23:24

O Núcleo Dinamizador dos Trabalhadores Reformados do BCA em São Vicente, liderados por Manuel Conceição, em conferência de imprensa realizada na tarde desta terça-feira em Mindelo, vincou que os reformados querem que o fundo de pensões seja gerido pelo próprio BCV, que tem um estatuto de pessoal e nunca pelo INPS.

De acordo com Manuel Conceição, a criação do Núcleo Dinamizador dos Reformados surgiu na sequência da notícia veiculada a 27 de Dezembro, pelo Jornal A Nação, dando conta de que o BCA irá mudar de dono, isto é deixando de pertencer ao Grupo CGD-Caixa Geral de Depósitos, que detém 52,65% das ações da CGD/Interatlântico e 6,76% da CGD no BCA.

Nisto, Conceição afirma que estão preocupados e querem saber informações sobre este tema, porque até ao momento não estão a par de nenhuma informação. Até ao momento não foram ouvidos em todo o processo. Sabendo apenas, através do STIF, que o fundo de pensões dos trabalhadores reformados do BCA seria doravante gerido pelo INPS, instituição não monetária. “É muito grave o que está acontecendo. Somos nós que já tem 35 anos de trabalho e de descontos feitos ao BCA que são os legítimos donos do fundo de pensão e não o governo ou o conselho de administração”.

Segundo esta fonte, os reformados dessa instituição bancária estão “altamente preocupados” tendo em conta tratar-se das suas vidas, e do bolso de cerca de 360 dos reformados, que têm uma grande fasquia em termos de valores. “Esses valores  permitem-nos fazer a compra de comparticipações da própria Caixa Geral de Depósitos e também do próprio INPS, que nos quer dentro do seu sistema” afiança.

O mesmo assegura que no dia 11 de abril entregaram uma carta no Conselho de Administração do BCA, mas que passado quase um mês, ainda não tiveram nenhuma resposta. “Uma situação clara de silêncio absoluto do Conselho de Administração e do próprio sindicato, que já esteve reunido com os trabalhadores, servindo apenas de correia de transmissão. Fizeram uma reunião e passaram apenas a informação de que o fundo de pensões iria para o INPS”.

Manuel Conceição adianta que, os reformados querem que os seus fundos sejam geridos pelo BCV, cujos direitos, deveres e garantias estão definidos no Estatuto de Pessoal do BCV que vincula os trabalhadores ativos e reformados do BCA. Este entende que se forem alienados pelo INPS, caso esta instituição algum dia entre em falência, perdem todos os seus direitos, o que no seu entender é extremamente prejudicial para os reformados. “Nunca iremos para o INPS. Porque senão o nosso seguro de reforma vai estar em risco e não queremos correr esse risco” vinca.

Nesta luta pelos seus direitos os reformados acusam o Governo de ser o influenciador para que a venda do BCA seja consumada, quando o Núcleo entende que o mesmo não detém ações no Banco e por isso não pode tomar tais decisões.

Por isso, a posição será mantida até as últimas consequências, como garante Conceição, pois diz, que do lado dos reformados está o Estatuto Pessoal da BCV e que vão se agarrar nisso para lutar pelos seus direitos, pois entende estarem sendo violados. Contudo, primeiramente, querem ter um encontro com o Conselho de Administração para que a situação seja aclarada e resolvida da melhor forma possível e que os direitos dos reformados sejam precavidos neste processo. “Senão poderemos recorrer até às instâncias internacionais para resolver esta situação” concluiu.

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