Augusto Neves: “António Monteiro mente e recorre à fofoca sobre terrenos do Estado”

7/05/2019 14:47 - Modificado em 7/05/2019 14:47
Foto: Inforpress

Os bens imóveis alienados/cedidos para a construção de infra-estruturas hoteleiras em São Vicente não precisam da aprovação da Assembleia Municipal, por pertencerem ao Estado de Cabo Verde e não à autarquia local, que neste caso apenas faz a sua gestão. Determinado num protocolo  assinado com o governo, assegura o presidente da CMSV, Augusto Neves.

Em esclarecimento às declarações de António Monteiro, presidente da UCID, sobre a usurpação dos poderes da Assembleia Municipal por parte da edilidade mindelense, no que toca a cedência do imóvel da ex- Congel para a construção de um hotel, Augusto Neves diz tratar-se de uma grande irresponsabilidade de um líder partidário, proferir tais declarações em conferência de imprensa, sem conhecimento do assunto em questão. E “recorrer à mentira como estratégia política para caçar votos.”

Para Neves, dada as excelentes relações e confiança que existe entre o governo e as câmaras municipais, foi concedido e assinado um protocolo tripartido, com as Câmaras Municipais, a Direcção Geral do Património e de Contratação Pública (DGPCP) e a Cabo Verde Trade Invest, para o reforço da capacidade de gestão dos imóveis com o objectivo de reforçar a autonomia financeira do poder local na sua globalidade e descentralização de parte dos recursos do poder central.

O que significa, segundo o edil Mindelense, que o imóvel referido anteriormente não precisa da aprovação da Assembleia Municipal porque não é da autarquia. Esta apenas gere o imóvel e trabalha em função das leis. Logo critica a posição do líder da UCID ao proferir tais declarações que não estão de acordo com a realidade.  Neves considera  que  não é  por acaso  que o líder da UCID vem revelando desconhecimento em relaçao ao que se passa em São Vicente, ” pois ele agora passa mais tempo na Praia do que em São Vicente. Ele  virou turista.”

Em relação ao imóvel, ex-Oficina Mestre Kunk, não faz parte do acordo tripartido assinado, esclarece.

Para Neves, o Estado ao ceder os imóveis pretende que sejam desenvolvidos projectos turísticos de elevado valor para São Vicente e desta forma atrair investimentos privados para o país. “A Câmara, enquanto poder local mais próximo da população, garantirá, com o apoio do Estado, que os projectos turísticos que se almeja serem levados a cabo por investidores com elevada capacidade técnica e financeira”, refere.

Este afirma que o líder da UCID deveria ficar contente por saber que o Governo e a Câmara são “pessoas” de bem e querem o desenvolvimento da ilha, a redução do desemprego e a melhoria da qualidade de vida dos sanvicentinos, o que beneficia a todos.

Por isso, avança, o papel da Câmara de São Vicente é ser facilitadora da iniciativa privada, como motor fundamental do desenvolvimento e da economia.

“As declarações do António Monteiro, e as suas posições, parecem mostrar ser contra a iniciativa privada porque proferir declarações à toa e sem conhecimento dos dossiers só nos leva a pensar dessa forma”, diz Neves.

“Portanto, é um crime o Monteiro estar usando mentiras e fofocas para caçar votos em ano  pré-eleitoral. Isto é que é um atentado à democracia”.

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