Presidente da África do Sul encerra campanha com promessa de combate à corrupção

6/05/2019 01:55 - Modificado em 6/05/2019 01:55
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O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, reconheceu este domingo que o seu partido “cometeu muitos erros”, nos últimos 25 anos, e que a corrupção “minou” a confiança dos sul-africanos

Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, no encerramento da campanha eleitoral para as eleições de quarta-feira, 8 de maio de 2019, no estádio Ellis Park de Joanesburgo
 |  REUTERS

As palavras do Presidente sul-africano, citado pela agência espanhola EFE, foram proferidas durante o encerramento da sua campanha eleitoral, tendo também pedido um voto de “esperança” para o partido Congresso Nacional Africano (ANC).

“A era dos privilégios acabou. Entramos na era da responsabilidade”, afirmou o atual chefe de Estado, perante uma assistência de cerca de 70 mil pessoas, que se deslocaram ao estádio Ellis Park de Joanesburgo.

No seu discurso, Cyril Ramaphosa, que parte como grande favorito a vencer as eleições, agendadas para a próxima quarta-feira, admitiu os erros do passado, mas ressalvou que isso só acontece a quem faz coisas.

“O clientelismo e a corrupção minaram a confiança das pessoas e a capacidade do partido de servir o interesse das pessoas. Perante a nossa gente dizemos que nos enganámos e que cometemos erros. No entanto, só aqueles que nada fazem é que não cometem erros”, afirmou, prometendo uma África do Sul e um ANC renovado.

As promessas do Presidente sul-africano surgem na sequência dos vários escândalos que abalaram o partido, nomeadamente durante a gestão do seu antecessor, Jacob Zuma, forçado a pedir demissão em fevereiro do ano passado.

Nesse sentido, Cyril Ramaphosa, que era vice-Presidente de Zuma, apelou para uma grande adesão às urnas, para que se possa “continuar a construir a nação que derrotou o monstro do apartheid“.

Além das questões da corrupção, o chefe de Estado sul-africano prometeu combater a elevada taxa de desemprego (27%), a pobreza, a violência de género e a criminalidade.

“Não iremos permitir que outra geração de sul-africanos viva na pobreza, nem que as portas das universidades continuem fechadas aos filhos dos pobres e dos trabalhadores”, concluiu.

Perto de 27 milhões de sul-africanos estão legíveis para votar nas próximas eleições, em que se espera que o CNA continue no poder.

Por Lusa

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