Imigrantes descontentes com anúncio da Binter-CV pedem soluções para épocas altas

29/04/2019 23:53 - Modificado em 29/04/2019 23:53

A Binter-CV anunciou recentemente que no verão e no final de ano, consideradas as épocas altas, as pessoas que quiserem visitar as ilhas do arquipélago não podem viajar com mais de 20 quilos de bagagem de porão. Uma situação que merece o descontentamento, principalmente dos imigrantes, daqueles que escolhem estas épocas do ano para férias mais alongadas com o intuito de visitar familiares e amigos.

Com esta nova diretiva da Binter, justificada com a limitação de espaço nos aviões (ATR 72-500), o certo é que as pessoas que quiserem viajar para Cabo Verde nessas épocas vão ter que refazer os seus planos. Depois desta decisão muitos imigrantes vêm demonstrando o seu descontente e pedem que a companhia área adopte soluções para resolver este problema que virá afetar muitos daqueles que tem programado as suas viagens para essas alturas do ano e aproveitam para marcar presença em várias atividades familiares tais como casamentos, batizados, entre outros.

Este descontentamento e preocupação são partilhados nas redes sociais, principalmente no Facebook, por vários internautas. Muitos até entendem a decisão da companhia em tomar tal decisão devido a limitação de espaços nos seus aviões, mas que a mesma deveria ponderar, para essas épocas, alugar aviões com maior porte para assim poder dar uma melhor e maior resposta nas viagens inter-ilhas. Para outros a solução passa mesmo por procurar outros destinos para as suas férias.

Este descontentamento é partilhado por alguns imigrantes, principalmente os residentes nos Estados Unidos da América, que veem assim dificultadas as suas deslocações. É que chegados há ilha do Sal ou mesmo na Cidade da Praia, não vêm soluções para enviar eventuais bagagens em excesso para as ilhas de destino final. A imigrante Palmira Gonçalves, afirma que tem “muita vontade” de vir a Cabo Verde nas férias, mas assegura que neste momento não há condições para tal e por isso vai optar por outras paragens.

Outra das suas preocupações está voltada para os “preços exorbitantes” das tarifas inter-ilhas e sem possibilidades de pagar pelo excesso de bagagem, o que leva-os a questionar se em Cabo Verde a Agência de Aviação Civil, não consegue regular os preços das passagens, sendo que a mesma tem por missão supervisionar todas as mudanças que a Binter faz nas suas atividades comerciais. Nisto também questionam se a ADECO, como entidade de defesa do consumidor, não tem uma palavra a dizer, sobretudo no que se está a passar no sector da aviação civil doméstica.

  1. Manuel Canuto

    E muito normal um emigrante chegar a Cabo Verde com uma mala de 24 ou 25 kilos, e automaticamente tem de pagar os 4 ou 5 kilos de excesso, para alem das passagens ja sao caras,saudades da TACV, vamos regressar e apoiar a nossa economia, thanks

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