Massacre no destacamento militar Monte Tchota completa três anos

25/04/2019 15:39 - Modificado em 25/04/2019 15:39

Completa hoje, 25 de Abril, o terceiro ano do massacre que chocou os cabo-verdianos e que provocou a morte de 11 pessoas, pelo soldado Manuel António Silva Ribeiro, conhecido por Antany, que estava de serviço de sentinela no destacamento militar do Monte Tchota, Concelho de São Domingos, interior de Santiago.

Oito soldados foram assassinados na madrugada de 24 para 25 do referido mês, assim como três civis (dois espanhóis e o professor universitário cabo-verdiano Danielton Monteiro), que prestavam serviço nas antenas daquele centro de telecomunicações e que foram alvejados também quando se deslocaram ao local.

O autor dos crimes foi julgado em Outubro de 2016 e condenado a 35 anos de prisão, pena máxima no sistema judicial cabo-verdiano, sendo ainda condenado a uma pena acessória de expulsão das Forças Armadas e ao pagamento de uma indemnização de 11 milhões de escudos às famílias das vítimas.

A tragédia de Monte Tchota é considerada, até hoje, como sendo uma das maiores registadas no país.

Um facto que levou as Forças Armadas a se equiparem em termos de técnicos de psicologia no acompanhamento do recrutamento.

Para relembrar a data da tragédia, as Forças Armadas de Cabo Verde realizaram um acto singelo e simbólico em homenagem às vítimas do trágico incidente.

A atividade foi presidida pelo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Cabo Verde, Major-general Anildo Emanuel da Graça Morais e contou com a presença da Cônsul da Espanha na Praia, Alejandra Garcia Fuertes e familiares das vítimas, que aproveitaram o momento para prestar mais um tributo aos militares e civis falecidos no massacre de Monte Tchota.

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