ENAPOR acumula prejuízos e quer a retirada do navio Eser do Cais da Praia

24/04/2019 23:49 - Modificado em 24/04/2019 23:49

A ENAPOR  quer que as autoridades judiciais mandem retirar do cais da Praia o navio ESER,  apreendido a 31 de Janeiro, no âmbito de uma operação da Polícia Judiciária, que culminou com a apreensão de 9, 5 toneladas de cocaína seja retirado do porto da Praia. Isto devido aos prejuízos que está a trazer a empresa gestora dos portos, por estar atracado numa zona “nobre e muito solicitada”, onde atracam os navios internacionais.

Em declarações à Inforpress, Celso Martins, administrador-delegado do Cais da Praia afirmou que desde que foi noticiada que a embarcação de bandeira panamense, apreendida com 9.570 kg de cocaína, tem causado prejuízos e a situação continua a mesma.

“O navio Eser continua na mesma situação”, acrescentou a mesma fonte, completando que, inclusive, está a preparar uma nota para o Gabinete de Gestão de Bens Apreendidos porque, passados quase três meses, ainda se está no processo de decisão para saber o que fazer com a embarcação.

“Pediram um monte de informações a nível dos procedimentos, mas, em termos concretos, a situação está na mesma”, prosseguiu aquele responsável, avançando que o navio “tem tido problemas”, nomeadamente com o arrebentamento de cabos, pelo que, disse, recorrentemente a administração do porto tem estado a repor os mesmos, “para além dos outros custos que têm implicado a nível de imobilização do cais”.

Celso Martins disse ainda que a Enapor está a pressionar para que o navio seja retirado do espaço, porque “os prejuízos estão cada vez mais evidentes, com aquela área do cais praticamente imobilizada”.

O responsável falou ainda em prejuízo para os armadores, uma vez que há consequências financeiras quando os navios ficam sem atracar por falta de espaço.

Fonte : Inforpress

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