Taça CV: Santo Crucifixo não aceita o adiamento do jogo com o Mindelense

24/04/2019 00:05 - Modificado em 24/04/2019 00:05
| Comentários fechados em Taça CV: Santo Crucifixo não aceita o adiamento do jogo com o Mindelense

A União Desportiva de Santo Crucifixo, mostrou-se nesta terça-feira, muito desagradado pelo adiamento da segunda eliminatória da Taça Caixa, que estava inicialmente prevista para esta quarta-feira, 24, no estádio João Serra em Ponta do Sol. O clube no entanto, apresenta à FCF duas propostas: que a data seja mantida ou alterada de novo, pois para além das dificuldades em conciliar os jogos do Campeonato Nacional (CN) e a Taça de Cabo Verde, a falta de policiamento para o jogo de 01 de Maio poderá colocar em risco o mesmo.

Esta posição foi passada pelo seu vice-presidente, Clóvis Dias, que expressou o desagrado da sua equipa numa conferência de imprensa realizada no Concelho da Ribeira Grande. De acordo com informações disponibilizadas ao NN, este dirigente vinca que a Federação Cabo-verdiana de Futebol, com este adiamento, violou o próprio regulamento geral e o regulamento da Taça Caixa. É que no entender de Clóvis Dias, esta medida devia ser acautelada pela FCF, antes de ser aprovada em Assembleia Geral, mesmo entendendo os argumentos apresentados pela entidade máxima que gere o futebol em Cabo Verde.

Com duas deslocações consecutivas em jogos do grupo C do CN, primeiramente para o Maio (Académico 83) e de seguida São Nicolau (Ultramarina), e pelo meio o jogo com o Mindelense para a Taça, o vice-presidente entende que esta aprimora-se agora como uma “injustiça” para a sua equipa visto que vai contra os interesses da sua equipa, tendo em contas as sucessivas deslocações Inter-Ilhas que sempre deixam mazelas nos jogadores.

Outro aspecto que deixa desagrado na equipa é o facto do Santo Crucifixo ser notificado deste adiamento na tarde de segunda-feira, ou seja menos de 48 horas antes do encontro com o Mindelense. Segundo Clóvis Dias o comunicado viola o artigo 50 do regulamento geral da FCF que consagra uma antecedência de quatro dias para a notificação dos clubes.

Nisto o vice-presidente, afirma que compreende que a Federação agiu de boa-fé, por isso aguarda com serenidade uma posição relacionada a uma proposta com duas vertentes apresentadas pela equipa santantonense, em que uma consiste em manter o data inicial do jogo e outra a alteração da data do jogo da segunda eliminatória para uma data futura a acordar entre os dois clubes.

A indisponibilidade de policiamento para este jogo reagendado pela FCF é outra das preocupações apontadas por Clóvis Dias. Este afirma que numa conversa com os Comandantes das Esquadras Policiais da Ribeira Grande e da Ponta do Sol, ficou-se a saber desta indisponibilidade e que a manter-se a data de 1 de Maio este jogo não se realizará.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2020: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.