Tribunal decreta prisão preventiva a suspeito de violações em Salamansa

18/04/2019 00:49 - Modificado em 18/04/2019 12:38

O detido foi presente, esta quarta-feira, 17, ao Tribunal da Comarca de São Vicente, que lhe aplicou como medida de coação a Prisão Preventiva.

A prisão preventiva só é imposta quando o cerceamento da liberdade for realmente necessário para que se alcance os objectivos descritos no Código Processo Penal.

De acordo com a Polícia Judiciária, o indivíduo que é suspeito da prática de, pelo menos, cinco crimes continuados de agressão sexual com penetração, irá aguardar a conclusão das investigações detido na Cadeia Central de Ribeirinha.

A prisão preventiva pode ser mantida enquanto houver motivos para a sua manutenção. São vários motivos podem causar a decretação da preventiva: desde os perigos de continuação da atividade criminosa, para além de perigo para a aquisição, conservação e veracidade da prova bem como de perturbação da ordem e tranquilidade pública, dado o meio rural restrito, em termos de território e de população, onde os factos ocorreram.

Segundo nota da PJ, o homem, alegadamente, terá agredido sexualmente cinco crianças, com idades compreendidas entre os 9 e os 12 anos.

Os crimes, suspeita-se, seriam cometidos na casa do suspeito, local que as vítimas frequentavam para brincarem com a sua neta.

Segundo a polícia, logo após a denúncia, as meninas foram encaminhadas para a realização de exames, cujo resultado este online ainda não teve acesso, com o fim de poder comprovar ou não o abuso sexual.

Um familiar de uma das meninas disse a este online que nunca suspeitou que acontecessem os abusos e que caso soubesse, teria denunciado. “É uma monstruosidade o que ele fez às crianças. Espero que ele apodreça na cadeia, porque se regressar para a localidade, a população, não vai ficar satisfeita com isso e a justiça pode ser outra”, avisa.

Neste caso de violação que nesta semana abalou a localidade de Salamansa, o acusado é um membro da comunidade católica da localidade.

O caso foi revelado porque uma das crianças já não aguentou mais “sofrer em silêncio” e foi falar com o padre, contando-lhe o que vinha sucedendo. Este comunicou a denúncia à Judiciária que se deslocou, segunda-feira, à casa do suposto agressor sexual, tendo as autoridades detido o suspeito para mais averiguações.

Modificado em 18 de Abril às 12.36h

Elvis Carvalho

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