UCID apela à CMSV e ao Governo a pensarem na resolução do problema da Lixeira Municipal

17/04/2019 14:56 - Modificado em 17/04/2019 14:56

A resolução do problema de saúde pública e ambiental causado pela Lixeira Municipal em Ribeira de Julião, São Vicente, passa pela implementação de uma incineradora no local e não do aterro sanitário, conforme explicou o líder da UCID.

António Monteiro diz não entender como é que se aceita que São Vicente, com mais de oitenta mil habitantes, não tenha, por parte da câmara municipal, as cautelas necessárias para se poder ter uma lixeira devidamente organizada. “A problemática do lixo é um assunto que interessa à UCID e desde de longa data temos abordado esta questão”, acrescenta.

Monteiro relembra que durante a campanha eleitoral de 2016, o seu partido apresentou à Câmara e ao presidente, Augusto Neves, uma proposta concreta para a resolução deste problema. Um projecto já financiando por empresários suecos, para a produção de energia e água, com o aproveitamento dos resíduos sólidos depositados na lixeira.

Só que infelizmente, conforme o líder da UCID que falava em conferência de imprensa na Lixeira Municipal, ficou de se criar uma comissão entre a câmara e a UCID, e passado mais de um ano, não tiveram nenhuma reacção por parte da edilidade.

Portanto, considera um descaso ignorar esta questão que cria problemas ambientais terríveis a São Vicente e problemas de saúde pública à população, devido a forma como é feita a queima dos resíduos. “O processo é feito a baixas temperaturas, sem a possibilidade de qualquer tratamento dos gases que são expelidos pela atmosfera e como são gases com origem em queimas a baixa temperatura, existe um grande número de toxinas, que depois são respiradas pelas pessoas que vivem nas zonas em redor”, frisou.

Monteiro acredita que a melhor solução é a incineração, que para além de produzir, utilizando os resíduos depositados no local, cerca de 700 Kilowatts de energia por hora e aproximadamente 300 metro cúbicos e água dia, ainda dará a possibilidade da criação de dezenas de postos de trabalho dignos e com rendimento aceitável.

“Não podemos continuar a assobiar para o lado enquanto centenas de pessoas vivem da lixeira e esta é a sua única fonte de rendimento”, lamenta António Monteiro que apela aos governos local e central que se iniciem os contactos necessários para “darmos à ilha de São Vicente um tratamento do lixo que coadune com as aspirações ambientais dos sanvincentinos”.

António Monteiro disse também que em 2015 o governo do PAICV atribuiu uma verba de oito mil contos para melhoria desta lixeira, que compunha a construção de uma vedação, mas passados todos estes anos a lixeira municipal continua abandonada sem a respectiva protecção, o que faz com que várias pessoas, desde de crianças a adultos, procurem o local para “desenrascarem” as suas vidas.

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