Missão cabo-verdiana de apoio a Moçambique partiu nesta terça-feira

17/04/2019 01:10 - Modificado em 17/04/2019 01:10
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Uma equipa cabo-verdiana para assistência médica e medicamentosa às vítimas do Ciclone “Idai”, em Moçambique, composta por 12 elementos, entre eles oficiais da Polícia Nacional, das Forças Armadas, do Serviço Nacional de Saúde, da Proteção Civil e da Cruz Vermelha, nomeadamente quatro médicos, seis enfermeiros, uma psicóloga e um elemento da proteção civil, viajaram para Moçambique nesta terça-feira, e vão permanecer naquele país até o dia 03 de maio.

Um facto que levou o Governo, através do Ministro de Estado, dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire, a receber, antes da partida para Moçambique, a equipa cabo-verdiana para assistência médica e medicamentosa às vítimas do Ciclone “Idai”, em Moçambique. Este agradeceu a disponibilidade em “abraçar esta nobre missão” que Cabo Verde se predispôs a fazer na medida das suas possibilidades.

“Este ato representa o que é a nossa história e a nossa cultura, pois somos um país que se forjou na resiliência, na luta contra a seca e que sabe bem o valor da solidariedade e do “djunta mon” para superar as dificuldades”, reagiu o Ministro em resposta à disponibilidade da referida missão.

Por sua vez, o chefe da missão, Fernando Tavares, médico e quadro das Forças Armadas, garantiu que a equipa está ciente das dificuldades que vão encontrar em Moçambique, mas vai preparada para as adversidades.

O mesmo endereçou algumas palavras de agradecimento ao Estado de Cabo Verde pela confiança depositada nestes profissionais demonstrando a sua importância e realçou que “vamos prestar o serviço, ao Estado e às pessoas que necessitam, da melhor qualidade possível de forma eficaz e com a consciência tranquila de fazer o bem à população de Beira”.

No encontro, o presidente da Proteção Civil, Capitão Reinaldo Gomes Rodrigues, entregou simbolicamente ao Ministro a ordem de operações, uma vez que já havia entregado o Plano de operações, com informações sistematizadas para servir à equipa no terreno sobre as condições e procedimentos do local.

O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, também presente no encontro, avançou que os profissionais de saúde cabo-verdianos vão estar devidamente credenciados, permitindo atuarem com credibilidade, num trabalho feito junto da Federação Internacional da Cruz Vermelha.

Neste sentido, durante o encontro com o ministro, foi distribuído um kit completo a cada um dos 12 elementos, contendo todos os símbolos e documentos que credenciam a permanência e atuação dos médicos e enfermeiros cabo-verdianos durante a missão em Moçambique.

Recorda-se que a zona centro de Moçambique (Beira) foi atingida, no passado mês de março, dia 14, pelo ciclone “Idai”, destruindo estradas, pontes, hospitais e escolas, causando mais de 600 mortos e mais de 1600 feridos, tendo afetado um total de 1,5 milhões de pessoas.

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