Governo anuncia arranque das obras do Terminal de Cruzeiros e retoma promessas feitas à ilha

15/04/2019 00:39 - Modificado em 15/04/2019 00:39
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Mindelo celebrou este domingo, 14 de Abril, em cerimónia nos Paços do Concelho os 140 anos da sua elevação a cidade. A sessão solene comemorativa da data contou com a presença de diversas entidades e personalidades da ilha e do governo.

A presidir o evento esteve o Primeiro-ministro que durante a sua intervenção anunciou que as obras de construção do Terminal de Cruzeiros de Mindelo arrancam ainda este ano, bem como a reformulação de outras promessas feitas à ilha de São Vicente.

Para Ulisses Correia e Silva, a construção do Terminal de Cruzeiros terá impacto positivo sobre o crescimento do turismo de cruzeiros e que existem, ainda, importantes investimentos privados a serem realizados na ilha, estando estes a ser trabalhados com o apoio do governo, no sentido de garantir as melhores condições de financiamento.

Em relação aos investimentos, o governo diz que o seu foco, em São Vicente, prende-se nas áreas para a qual tem especial vocação. Sendo elas, no entender de Correia e Silva, a área marítima, a cultura, e o turismo – que esteve adormecido durante vários anos -, como uma grande possibilidade de desenvolvimento da ilha, assim como de outras áreas importantes.

Para que isso aconteça, apela ao povo de São Vicente para que revitalize a energia para o desenvolvimento e “não ficar presos aos problemas que existem e que serão ultrapassados” e também a não “ficarem condicionados pela negatividade, descrença ou desânimo”.

De acordo com o PM, está-se fazendo as apostas certas. Fazer a ilha ter dinâmica e gerar empregos e rendimento, numa atitude de parceria com o município e transformar Mindelo numa cidade de economia azul, da cultura, turismo, indústria, ciência, inovação e tecnologia.

O primeiro-ministro garante que é missão do seu governo transformar São Vicente num Centro de Economia Marítima de Cabo Verde e referência no Atlântico. Para tal, assegurou que a lei que transforma São Vicente numa Zona Especial de Economia Marítima será aprovada ainda este ano. E que isso, “vai dotar a ilha de um quadro de incentivos competitivos para atracção de investimentos de privados e parcerias público/privadas para as actividades relacionadas com a economia marítima. Apontou exemplos como o terminal de contentores, a reparação naval, o centro logístico de construção para exportação de pescado e a criação de uma nova centralidade em Saragarça.

Disse ainda que a formação superior, através da Escola do Mar, está a ser estruturada e já foi apresentada em Concelho de Ministros todo o quadro da implementação que vai exigir investimentos e infraestrutura e que o financiamento pode acontecer no decorrer deste ano. “O seu impacto em recursos humanos vai ser positivo, com padrões de níveis internacionais”, reforçou.

Num discurso cheio de promessas, Ulisses Correia e Silva garante ainda que governo quer trabalhar para integrar São Vicente em redes mundiais de investigação e desenvolvimento relacionados com o mar.

Prometeu ainda que irá sediar a Sociedade Gestora do Centro Internacional de Negócio em Mindelo, e que o Orçamento de Estado de 2019 fez importantes apostas na melhoria dos incentivos do referido Centro que pensa ser um instrumento “importante na dinamização da indústria em São Vicente”. Acrescentou que Mindelo servirá como destino turístico urbano, náutico, de eventos culturais, conferências e feiras internacionais.

Por outro lado, garantiu que o governo está a apostar forte na infra-estruturação de São Vicente e que no período 2017 a 2021, onze milhões de contos estão e serão investidos em São Vicente, financiado pelo governo, empresas públicas e cooperação internacional. Com destaque para a requalificação urbana, a área do saneamento, a requalificação dos bairros e reabilitação de casas, acessibilidades, património histórico, asfaltagem da estrada Cidade – Baía, e ainda, investimento no Aeroporto Internacional Cesária Évora, para operações nocturnas, entre outras obras.

Por estar empenhado no desenvolvimento das ilhas, Ulisses Correia e Silva diz que a maior aposta é na regionalização e que, infelizmente, a proposta foi chumbada pelo PAICV, e portanto assegura que não vai desistir do projecto e que continua a lutar pela regionalização até que esta se concretize.

Para tal espera por que o PAICV reveja a sua posição e assuma todas as suas responsabilidades se voltar a chumbar a proposta no Parlamento, quando ela voltar a ser discutida.

  1. Eduardo

    Num aspeto, o PM tem razao. O povo de S.Vicente ja esta desacreditado. Só vendo é que podera acreditar. Sabemos que nada é feito de um dia para o outro mas, a verdade é que até hoje e de há muitos, muitos anos a esta parte, a ilha (a tal energia que ele nos pede) só é suportada por promessas. Nao se pode fabricar energia a partir do nada. O povo de S.Vicente mantem-se orgulhoso e sempre com o tal “alto astral” por ser uma caracteristica que a sua propria historia desenhou mas, profundamente isso sim, magoado com o descaso mas principalmente, com o declarado desrespeito e ostracismo, a violencia que o anterior PM e a televisao de CV a têm dedicado. Por isso, sempre que, ano apos ano, se fazem referencias aos inumeros projetos para a ilha, dando a impressao de que ela esta no bom caminho, sendo realistas, somos imediatamente obrigados a compreender que ainda e sempre se têm tratado unica e exclusivamente de promessas. Por exemplo da grande lista de projetos para S.Vicente apresentada pelo PM, e que vêm sendo apresentados e renovados ano apos ano (em quase decadas e é isso que interessa porque é isso é que é a realidade) só uma delas é que está em andamento. A estrada Baía-Mindelo, prometida por JMN no palanque do comicio de campanha de Onesimo Silveira para as autarquicas. Veja-se o tempo que ja la vai. O CNAD, comecou e parou logo de seguida, nao se sabe ate quando. Quanto ao resto, tudo ainda nao passa de palavras. E tambem ja estamos habituados a ver , por altura das novas eleicoes, que toda a visao, a estrategia relativamente a S.Vicente é posta de lado com a promessa de se recomecar tudo de novo, com uma visao mais ambiciosa para a ilha mas, que acaba sempre por chegar ao fim do novo mandato, sem nada efetivado. Um circulo vicioso, que precisa ser interrompido.

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