Atribuição de vistos: MNE português diz que é caricato generalizar três casos

15/04/2019 00:15 - Modificado em 15/04/2019 00:15

O ministro dos Negócios Estrangeiros português considera, que não se deve  generalizar os casos particulares de não atribuição de visto  a empresários cabo-verdianos.

Augusto Santos Silva

Santos Silva adiantou que o que está em causa é a recusa de vistos a três pessoas e que  “ Há um gesto de procurar generalizar o que são casos pontualíssimos”.  Esclarece que “Estamos a falar em concreto da recusa de três vistos, dois a jovens que não conseguiram apresentar documentos essenciais para o processamento de visto e o terceiro foi recusado a uma empresa do setor da reparação e manutenção automóvel para vir participar numa feira de alimentação e bebidas” e perante este facto apela “Isto já é suficientemente caricato para deixar um apelo a que não se generalizem casos particulares, não se confundam as regras da União Europeia com a posição portuguesa e não se façam declarações que em nada contribuem para o propósito comum de aumentar o relacionamento económico entre os dois países “

Segundo a imprensa cabo-verdiana, a direção da Câmara de Comércio de Sotavento decidiu interromper qualquer missão empresarial a Portugal e encorajar os seus associados a procurarem outros parceiros e fornecedores fora de Portugal.

No mesmo sentido, o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, considerou que se há casos concretos devem ser analisados e rejeitou a generalização do problema.

“Tem havido relativamente aos empresários cabo-verdianos mecanismos de facilitação, mas é preciso ter em conta que o CCV não é uma estrutura do Governo português, tem uma gestão comum dos vistos. É excessivo apelar ao boicote […], aconselhamos ponderação e apreciação em sede própria quando eventualmente existam problemas”.

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