Banco Mundial alerta para pobreza extrema na África subsariana

11/04/2019 14:01 - Modificado em 11/04/2019 14:01

O presidente do Banco Mundial (BM), David Malpass, alertou hoje que, em 2030, nove de dez pessoas consideradas pobres vão viver em África, principalmente na África subsariana, onde ocorre o maior crescimento de pobreza extrema.

Oaviso foi feito na primeira conferência de imprensa de David Malpass como presidente do BM, em Washington, nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), onde o norte-americano disse que em 2030, nove de dez pessoas consideradas extremamente pobres vão viver em África.

Apesar de o número de pessoas a viver em condições de pobreza extrema ter descido desde a década de 1990, o BM considera muito preocupante que a maioria dos atuais sete milhões de pobres estejam principalmente concentrados no continente africano.

Na África subsariana estão localizados seis países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa: Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

O presidente do BM avisou que a acumulação de dívida nos países menos desenvolvidos é uma forma de estes países crescerem economicamente, desde que o processo seja feito de forma transparente.

Moçambique é um país com dívida muito elevada, e várias consultoras estimam que a dívida pública já supere os 100 por cento do Produto Interno Bruto, um valor considerado insustentável pelos analistas.

O Estado moçambicano está em mãos com o escândalo das chamadas “dívidas ocultas”, após ter assumido empréstimos duvidosos de cerca de dois mil milhões de euros à margem da lei, num caso de corrupção.

David Malpass referiu que, para Moçambique, recentemente afetado pelo ciclone Idai, o Banco Mundial está a trabalhar em projetos e programas de distribuição efetiva de recursos.

O Banco Mundial anunciou no mês passado que vai financiar Moçambique com 90 milhões de dólares (quase 80 milhões de euros), no âmbito do programa de gestão de acidentes e riscos (DRM), incluindo a minimização das consequências da passagem do ciclone Idai.

Na região do continente africano, o crescimento previsto é de menos de um por cento até 2021, o que aumenta o risco de concentração de pobreza extrema.

A desaceleração da economia está a acontecer de forma global, o que envia três avisos preocupantes para o BM: o declínio das reformas estruturais nas principais economias, stresse financeiro em grandes economias emergentes e elevada incerteza política, a nível global.

Por Lusa

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