Infraestrutura nacionais: Governo diz que são deficitárias PAICV diz que são de vital importância para o país

11/04/2019 01:50 - Modificado em 11/04/2019 01:50
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Por iniciativa do Grupo Parlamentar do PAICV, na primeira sessão plenária, em debate com a Ministra das Infraestruturas sobre questões relevantes da vida económica e social do país e com forte impacto no desenvolvimento destas ilhas.

Tendo em conta esta temática, o governo diz que as obras realizadas na era do anterior governo, PAICV, são obras “deficitárias” e que foram feitas por quem não tinha competência para as fazer, pelo que se redundaram em “prejuízos” para o país.

Segundo a ministra das Infraestruturas, Eunice Silva, no passado cada ministério construía a sua própria infra-estrutura, tendo acrescentado que doravante esta situação não vai mais acontecer.

Em resposta, o PAICV diz que os investimentos na infra-estruturação do país são fundamentais para melhorar as condições de vida das pessoas e criar as condições ambientais que favorecem investimentos nacionais e estrangeiros.

Para Filomena Martins, “não é verdade” que todas as obras haviam sido feitas de forma dispersa e que “as grandes foram construídas pelo ministério competente”, ou seja, o Ministério das Infra-estruturas.

Por sua vez, a bancada do Movimento para a Democracia (MpD-poder), na voz da deputada Georgina Gemié diz que no tocante às infra-estruturas portuárias, o governo prevê investimentos no montante de 11.563 mil contos no período 2016/2021.

No sector aeroportuário obras no valor de 7.216 mil contos, nomeadamente a reabilitação da pista do Aeroporto Internacional da Boa Vista, Projecto Oásis-Praia e Sal e extensão da pista da “Ilha das Dunas” e adaptação para operações nocturnas, já em curso e a nível da construção de estradas e vias de acesso com investimentos superiores a 5.773 mil contos e, em termos da habitação, está em carteira a reabilitação de seis mil casas até 2021 e que durante 2017 e 2018 foram reabilitadas 464 habitações.

Por seu lado, o líder do grupo parlamentar do PAICV, defende que deve-se ter o consenso nacional sobre que infraestruturas são fundamentais e prioritárias para merecer investimentos nos próximos anos e em que ilhas.

Para Rui Semedo, este consenso, fruto de uma ampla discussão, seria um elemento de grande relevância para evitar as discussões inúteis, “que às vezes fazemos, enaltecendo ou apoucando determinadas infraestruturas como as barragens, por exemplo”.

Portanto, para o PAICV; diz Semedo, que deveria ser consensual que, investir na modernização dos portos, é uma necessidade sempre premente para garantir que os investimentos já feitos sejam rentabilizados e que cada ilha tenha condições de receber as embarcações que asseguram a conexão entre elas e com o mundo.

E ainda construir aeroportos, modernizá-los e torná-los em fator de desenvolvimento, deveria ser consensual e prioritário. “Do mesmo passo é consensual ou deveria sê-lo, dotar todas as ilhas de uma rede de estradas primárias, secundárias e terciárias que promovessem o desenvolvimento e garantissem condições de acessibilidade de todas as pessoas das mais recônditas localidades”.

Semedo prossegue referindo que o mesmo pode ser dito de infraestruturas escolares, de saúde, de produção de energia e água, de saneamento, infraestruturas hidráulicas para a agricultura, infraestruturas desportivas, etc, só para citar algumas, que podem ou deveriam merecer o consenso nacional.

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática, UCID, entende que é da “responsabilidade de qualquer Governo fazer aquilo que tem que fazer para, no quadro das infra-estruturas, criar as condições para o bem-estar das populações e desenvolvimento da economia”.

“Infelizmente, nesses três anos de governação, ainda estamos muito aquém daquilo que o Governo prometeu durante a campanha eleitoral”, lamentou António Monteiro.

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