Liguilha: Castilho vence Amarante e assegura manutenção

11/04/2019 01:35 - Modificado em 11/04/2019 01:35

A equipa do Castilho assegurou a manutenção na 1ª divisão, ao bater o Amarante por 2-1 em jogo disputado nesta quarta-feira. Isto após o empate (2-2) no jogo da primeira mão.

No cômputo das duas mãos os “castilhianos” sofreram para levar de vencida os comandados de Armandim, que deu boa réplica e perderam pela margem mínima, com um agregado de 4-3.

A jogar na condição de equipa visitante o Amarante entrou a todo o gás e remeteu a equipa azul e branca para o seu último reduto.

O primeiro golo da partida chegou à passagem do minuto 42 de jogo e para o Amarante. O árbitro do encontro, Elísio Monteiro, assinalou livre indireto dentro da grande área a penalizar uma infração do guarda-redes Jorge. Na cobrança do mesmo, um bom entendimento entre Romeno e Mazily resultou no golo, deste último que rematou forte e colocado com a bola a entrar junto a quina da baliza defendida por Jorge.

No segundo tempo os papéis inverteram-se. O Castilho, pressionado com a desvantagem no marcador, partiu para cima dos amarelos, que não aguentaram a pressão. Resultado disso foi o golo da igualdade, apontado aos 63 minutos de jogo, quando a defensiva amarantina adormeceu e Cavera, numa grande jogada individual, não se intimidou perante a oposição dos defesas e marcou pelo Castilho.

Este golo colocou mais tónico no jogo e o Amarante via-se de novo numa situação complicada. Situação que se viria a complicar ainda mais, quando aos 69 minutos o Castilho colocou-se em vantagem após o árbitro apontar para a marca dos onze metros, castigando uma mão na bola de um defesa do Amarante. O defesa central e capitão, Django, mostrou toda a sua frieza e apontou com superioridade o castigo máximo,  mantendo assim o Castilho na primeira divisão. Caía assim por terra as aspirações amarantinas de retornarem ao convívio dos grandes.

No final da partida, o treinador da equipa vencedora, Gil Jesus, disse que o objetivo do clube foi alcançado, numa temporada que foi de altos e baixos, pois a equipa lutou para fugir à liguilha mas, infelizmente, não conseguiram. “O Castilho no mínimo que consegue faz e ajuda os jogadores. Só que mais do que aquele que ele já dá não consegue fazer mais” afirma.

Sobre as sucessivas mudanças no plantel, em todas as épocas, o que tem dificultado a vida da equipa, o treinador diz que agora que já conseguiram o objetivo, espera que seja criada pelo menos uma base.

Numa temporada que foi do “quase”, o Amarante, por duas vezes, vê fugir-lhe o pássaro da mão, e com o sabor amargo o treinador-adjunto do Amarante, Itália, começou por falar das dificuldades que o clube vem enfrentando, o que fez com que faltasse muitas coisas para que a equipa estivesse ao mais alto nível. “Se nós chegamos até aqui é fruto do trabalho dos jogadores, que têm batalhado desde a pré-epoca, e não têm tido o apoio interno do clube”.

Neste jogo em particular o treinador, afirma que faltou cabeça aos jogadores. “Muitos nervos e emoções à mistuta. Foi o que aconteceu na primeira mão foi e hoje aconteceu de novo. Estivemos por cima nas duas mãos e não sei o que aconteceu com os jogadores. É o fator psicológico, porque tecnicamente a equipa não tem estado tão mal. Estão a desmoralizar rapidamente” conclui o técnico-adjunto do Amarante. 

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