Augusto Neves rebate acusações da UCID sobre dificuldades da apanha de areia em Lazareto

10/04/2019 16:39 - Modificado em 10/04/2019 16:39
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Augusto Neves diz que a UCID foi responsável pelo pelouro do Ambiente durante 12 anos e nada fez para mudar o cenário e que os trabalhadores faziam a extracção de areia sob ineficazes medidas de segurança, o que não acontece atualmente com o novo sistema de extracção de areia.

Em reacção às declarações do líder da UCID, referentes a extracção de areia na zona de Lazareto, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente, acusa António Monteiro de ter sido incapaz de resolver os problemas relacionados com a extracção de areia no Lazareto nos 12 anos em que o seu partido esteve à frente do pelouro do Ambiente, não soube trazer nenhuma das soluções “milagrosas” que ora apresenta.

Durante este período, diz Neves, aconteceram vários acidentes, tendo alguns deles resultado em mortes. Mais adiante questiona onde estava esse partido para resolver esta situação, acusando-o de aparecer apenas quando lhe convêm. “De vez em quando António Monteiro acorda e lembra-se de São Vicente e traz problemas, muitas deles ligados a uma área em que o seu partido foi responsável durante 12 anos”.

Por isso diz que esta é mais uma das situações, como é o caso dos problemas levantados pela UCID sobre a lixeira municipal e os bairros de latas que “devem ser resolvidos com responsabilidade, seriedade e trabalho, atributos que este partido não demonstra ter”.

Em relação à actual situação da zona de extracção de areia, o presidente da câmara diz que foi encontrada uma solução para a extracção do inerte para a construção civil, de forma segura e que não põe em risco a vida das pessoas. “A areia é extraída com segurança, colocada na superfície em local seguro, com máquina e camiões disponibilizados pelo ministério do Ambiente e Câmara Municipal. Uma situação que o anterior governo, não soube resolver, acusa.

Prossegue ainda afirmando que a qualidade de areia é a mesma para todos, porque é extraída o mesmo local, com os mesmos equipamentos e quando há dificuldades de extracção e colocação do inerte, a câmara intervêm para repor a normalidade da situação. “Temos conversado com os camionistas, ajudantes e empresas e tudo faremos para terem uma areia em quantidade e condições para garantir centenas de postos de trabalho que advêm dessa extracção e das obras de construção”, garante.

No entanto admite que pontualmente surgem algumas dificuldades no que diz respeito ao processo e que estão a ser estudadas, como é o caso de denúncias da falta de areia nalguns dias, mas garante que não existe concorrência desleal por parte das empresas. “O que acontece é que estas costumam trazer as suas máquinas e recolhem a areia disponibilizada, o que causa algum transtorno, mas que está a ser resolvido”.

Portanto, diz que existe areia “à vontade” e que o foco no momento é melhorar a fiscalização e que as senhas são vendidas de acordo com o carregamento que vão fazer, mas o preço praticado é simbólico, apenas serve para disciplinar e organizar a apanha de areia, afinal, o objectivo maior é que façam o seu trabalho em segurança.

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