Polícia Judiciária já consegue fazer análise definitiva de drogas aqui em Cabo Verde

8/04/2019 17:09 - Modificado em 8/04/2019 17:10
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Foto: Inforpress

O coordenador superior da Polícia Judiciária (PJ) de Cabo Verde, Natal Prado, assegurou nesta segunda-feira, na cidade da Praia, que a polícia científica já consegue fazer a análise definitiva de droga no arquipélago, sem depender  de recorrer ao exterior.

Esta informação, de acordo com a Agencia Cabo-verdiana de Noticias, foi avançada, após a abertura de uma formação de formadores em matéria de gestão da cena de crime e análise de drogas, destinada aos profissionais da área forense da Polícia Judiciaria, da Polícia Nacional, do Ministério Público e da Magistratura Judicial e foi promovida pela ONUDC, no âmbito do projecto regional de apoio ao Plano de Acção da CEDEAO na luta contra as drogas e o crime conexo, bem como na prevenção do uso de drogas.

Natal Prado, afirma que em termos de material de análise de droga, Cabo Verde já está bem preparado. “Já podemos fazer a análise definitiva em Cabo Verde”. Recorda-se que antes dependiam do exterior e as análises feitas hoje nos laboratórios da PJ garantem um “elevado grau de precisão”, dependendo do grau de pureza da droga, informa o coordenador.

Em relação aos recursos humanos, Prado fez saber que a PJ acabou de formar inspectores e que, neste momento, estão a decorrer dois cursos de chefia de promoção a inspectores chefes e coordenadores. Estão ainda a ser formados, segundo a mesma fonte, mais de 20 elementos para integrarem o corpo de segurança.

“O corpo de segurança é muito importante, porque, não só protege as instalações como também dão o suporte à protecção de testemunhas, dos efectivos na parte táctica das operações. Em termos de recursos humanos vai ser muito bom para a Polícia Judiciária. É um ponto forte para a PJ”, acrescentou.

Em relação à supracitada acção de formação, Natal Graça defendeu que a mesma é, em primeiro lugar, “importante” para o laboratório da Polícia Judiciária. Conforme disse, sendo um projecto-piloto, os especialistas cabo-verdianos nesta matéria vão passar todo o seu conhecimento aos colegas de outros países da região.

“Por outro lado, pretendemos certificar também o nosso laboratório, daqui a 10 anos mais ou menos. É um processo longo e isto contribui para o processo de certificação”, concluiu.

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