Acordo de livre comércio em África deverá ser adoptado na próxima cimeira da UA

8/04/2019 17:04 - Modificado em 8/04/2019 17:04
| Comentários fechados em Acordo de livre comércio em África deverá ser adoptado na próxima cimeira da UA

Na Cimeira da União Africana (UA), marcada para Julho deste ano, em Niamey, está prevista a adopção do acordo que cria a Zona de Livre Comércio Continental (Zlecaf), com a constituição de um mercado comum em África.

A Agência de Informação Económica Africana indica que já foram conseguidas as 22 ratificações necessárias para a entrada em vigor do acordo, assinado em Março de 2018, por 49 Estados africanos, entre os quais Cabo Verde.

De acordo com a mesma fonte, este será um “grande dia para a África”. Com a ratificação da Gâmbia, a 02 de Abril, alcançou-se as 22 ratificações, mínimo necessário para a entrada em vigor da Área de Livre Comércio Continental Africana (Zlecaf). “E o mínimo que podemos dizer é que essa assinatura era ansiosamente aguardada, especialmente pelos países que a precederam, em preparação para o lançamento oficial do Zlecaf em Julho de 2019, em Niamey, à margem da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da UA, como defendido pelo presidente do Níger”, acrescenta a mesma fonte.

A partir de agora, conforme explicou, os países signatários terão que negociar, entre outras coisas, os aspectos e as modalidades de implementação do acordo, em particular, as regras de origem, as modalidades de pagamento, as concessões tarifárias para o comércio de bens e de regulação e barreiras não-tarifárias.

Perspectiva-se que a Zlecaf criará um espaço económico no qual os Estados membros eliminarão as tarifas e todas as barreiras que possam impedir o comércio livre.

Com a introdução deste instrumento, a África, como um todo, será um mercado único de 1,3 mil milhões de consumidores, onde os produtos circularão e serão trocados livremente.

Cabo Verde foi um dos signatários do acordo, em Março de 2018. O objectivo final do Zlecaf é reunir os 55 estados africanos, ricos em potencial natural e humano, mas cujas populações sofrem frequentemente de pobreza cíclica, particularmente devido a barreiras geográficas e alfandegárias.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2021: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.