Lazareto: UCID reivindica melhores condições na extração de areia para construção civil

8/04/2019 13:54 - Modificado em 8/04/2019 13:54

Em conferência de imprensa, esta manhã, na zona de extração de areia na localidade do Lazareto, na Ilha de São Vicente, a União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) exige do poder local e central, medidas para agilizar e melhorar a extração de inertes e possibilitar que o desenvolvimento da construção civil decorra de melhor forma.

É que segundo o líder da UCID, a extração de areia na zona do Lazareto já conheceu melhores dias. Para tornar mais seguro a atividade, o Governo e a Câmara Municipal, tomaram uma decisão para regulamentar a extração de areia e torná-la de forma segura, evitando assim perdas humanas.

No entanto, conforme explica António Monteiro, devido ao facto da construção civil ter um efeito positivo para a garantia de rendimento para algumas pessoas da ilha, mostra-se preocupado com forma como a edilidade tem gerido a extração de inertes que possibilita que a construção civil possa, ter um desempenho normal dentro da economia de São Vicente.

É que segundo Monteiro, as pessoas que dependem desta actividade têm vivido dias difíceis. De acordo com este deputado, a forma como a areia esta sendo extraída, no ponto de vista do partido, não é melhor. “A qualidade e quantidade disponibilizada aos condutores não satisfaz os clientes”, afirma Monteiro.

Este diz ainda que está sendo disponibilizado uma areia de péssima qualidade e em quantidade insuficiente para desenvolver a atividade em São Vicente. Outro ponto criticado pelo presidente da UCID tem a ver com a forma com está sendo feita a sua venda. Por isso pede a liberalização da venda das senhas para que possa minimizar as dificuldades que os camionistas têm em adquirir as mesmas.

Quanto aos camionistas, este dizem que precisando de mais de dois camiões de areia, não conseguem esta quantidade, porque a pessoa que tem a responsabilidade de acumular a areia não o faz, e quando o faz disponibiliza uma quantidade insuficiente do inerte e na maior parte das vezes de péssima qualidade, ficando para si, com o material de maior qualidade, denunciando assim, uma concorrência desleal.

Prosseguindo, Monteiro diz que o equipamento utilizado para fazer a extração e acumulação da areia para construção civil é do Estado, e que este deveria trabalhar conforme um plano de lavra, o que não acontece e assim coloca em causa a questão ambiental.

Portanto, este apela à câmara e ao governo, através do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), a reanalisarem esta situação e que se faça o plano de lavra da melhor fora possível par que areia seja de qualidade e na quantidade necessária.

De recordar que em Agosto passado, o delegado do MAA em São Vicente havia garantido um stock de areia para fornecimento da construção civil e condições para evitar acidentes na extração de areia.

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