PAICV diz que Governo mantém-se insensível aos problemas de São Vicente

4/04/2019 12:59 - Modificado em 4/04/2019 12:59
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Os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, eleitos pelo Círculo de São Vicente, consideraram hoje, que no balanço a um conjunto de visitas que priorizaram os sectores do investimento privado e do emprego, para além de um encontro com a Câmara Municipal, constataram que não existe nenhum investimento capaz de ajudar a alavancar a economia da ilha.

O porta-voz dos deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (oposição), Manuel Inocêncio Sousa, falava em conferência de imprensa, na manhã de hoje, no Mindelo, que no encontro com o presidente da Câmara Municipal, o PAICV ficou a par das características e da situação dos projetos de investimentos anunciados no mês de fevereiro.

São três projetos de hotelaria: o Uril Mariot e Golden, na Avenida Marginal e na Laginha e no entanto, segundo Manuel Inocêncio Sousa, nenhum deles possui dimensão “suficiente para alavancar o desenvolvimento turístico de São Vicente”.

São investimentos que não têm projetos desenvolvidos e sem horizonte de concretização, constata o deputado que relembrou ainda a promessa de 2017 da construção de um Resort na localidade de Salamansa, que deveria gerar 700 empregos e passados dois anos, nunca mais se ouviu falar.

Posto isso, assegura que fora estes três projectos hoteleiros anunciados este ano, não se conhece mais nenhuma outra iniciativa de investimento empresarial que tenha acontecido em São Vicente nos últimos anos, capaz de contribuir para a dinamização da economia e para a criação de novos empregos.

Entretanto, os dados do último inquérito do Mercado de Trabalho, divulgados pelo INE, esta semana, indicam uma diminuição do número de empregados no país, de 2017 para 2018, num número total de 8.775, acrescentou o deputado.

E deste número, prossegue, afirmando que São Vicente teve uma perda de 2.740 empregos em 2018. Isso demostra, segundo a sua leitura, que o desemprego na ilha continua a aumentar. “Sem solução a vista”, critica.

Por outro lado, assegura que só nos dois primeiros meses deste ano, 2019, o Centro de Emprego e Formação Profissional de São Vicente registou 104 pedidos de subsídio de desemprego. O que significa um aumento de mais de 100 pessoas que perderam o emprego.

Em relação ao programa de estágio profissional lançado pelo governo, considera que não é a solução milagrosa para o desemprego jovem. Tendo em conta os dados avançados pelo Centro de Emprego e Formação Profissional da ilha, segundo Inocêncio Sousa, dos 800 inscritos no programa, só conseguiu, até agora, inserir em estágios 26 jovens entre janeiro e fevereiro.

Outro ponto abordado e que continua na agenda do partido, conforme fez questão de frisar, é a solução encontrada pelo governo na concessão dos transportes marítimos e aéreos que, no seu entender e do partido, “significa a morte de uma meia dúzia de empresas armadoras com base em São Vicente” e que se traduz num aumento de mais de trezentos desempregados, nos próximos meses.

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