Estilistas angolanos apresentam desfile no rescaldo do Cabo Verde Fashion Week

4/04/2019 01:53 - Modificado em 4/04/2019 01:53

O evento que quer continuar a aumentar a qualidade da presença de estilistas, cujo nomes são sinónimo de moda nacional e internacional, e que aconteceu no passado fim-de-semana, de 29 a 31 de Março, trouxe à ilha de São Vicente alguns nomes da moda angolana, entre eles Jofre Cardoso e Rui Lopes, este último uma das principais referências da moda em Angola.

Aproveitando a presença dos dois estilistas angolanos presentes, ainda, no Mindelo, a Ilhéu Fashion, promotora do evento, organiza esta quinta-feira, no Mindelo Hotel e no rescaldo da CVFW, um desfile de moda.

De acordo com o diretor da Ilhéu Fashion, Hernâni Moreira, a organização deste evento tem como objetivo aproveitar a presença dos dois estilistas angolanos, Rui Lopes e Jofre Cardoso, que ainda estão em Mindelo e fazer mais uma apresentação das suas peças para que mais pessoas possam ver o seu trabalho e consigam ter a consciência que a Fashion Week só pode funcionar se aumentar a qualidade da presença dos criadores no evento de moda.

Para os dois estilistas angolanos a presença na CVFW, marca as suas estreias na moda cabo-verdiana e a estreia internacional do estilista Jofre Cardoso, ao lado do estilista internacional Rui Lopes, representante da marca “Afrikannus by Rui Lopes”.

Rui Lopes é considerado uma das principais referências da moda em Angola, com um estilo que privilegia as estampas com motivos africanos e com uma carreira que se estende por mais de 20 anos.

O estilista diz que o evento que acontece esta quinta-feira, 04 Abril, é uma oportunidade para os que não estiveram presentes no CVFW ver aquilo que é produzido em Angola e não só.

Inspira-se em Angola e na sua cultura africana para criar. Trabalha principalmente com roupas de galas, com uma combinação do ocidente e africano, incorporado nos tecidos africanos.

Marcou presença pela primeira vez neste evento – CVFW – e diz foi uma boa experiência, mostrando-se satisfeito por ter conseguido agradar ao público, num evento que serve de intercâmbio entre criadores e de troca de influências.

Por seu lado, Jofre Cardoso, classificado como um estilista extravagante que não segue tendências e que normalmente lança aquilo em que acredita e que não segue a imposição das grandes marcas, diz-se surpreendido com o grau de organização conseguido no evento, apesar dos parcos recursos.

No entanto, diz estar disponível para mais convites para apresentar o seu trabalho. Ao NN, diz que gosta de fazer uma mistura de influências, a que chama híbrido e andrógeno. São peças com carácter feminino para o masculino e que procura ter uma “grande liberdade de expressão e comunicação para mostrar no seu trabalho”. Mais do que agradar, gosta de surpreender.

Ainda sobre o evento desta quinta-feira o objetivo, segundo a organização, prende-se com a questão financeira. É que segundo os mesmos, a V Edição do CVFW terminou com grande prejuízo e com o intuito de driblar o prejuízo financeiro serão realizadas nos próximos meses algumas actividades com o intuito de pôr cobro à situação. Atividade ainda não seja vista como um recurso importante para diversificação das receitas.

Para este promotor de eventos, infelizmente, em Cabo Verde, a moda ainda é vista como algo frívolo de passerelle, de só mostrar roupa. Moreira diz que as empresas ainda não entenderam o que é o mundo da moda e que esta é uma vertente cultural forte a quem as empresas poderiam associar as suas imagens.

 A V edição do Cabo Verde Fashion Week (CVFW) aconteceu na ilha de São Vicente entre 29 a 31 de Março.

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