Governo ainda não desistiu de criar os 45 mil postos de trabalho nesta legislatura

4/04/2019 00:45 - Modificado em 4/04/2019 00:45
Foto: Inforpress

Declarações feitas pelo Secretário-geral do Movimento para a Democracia, MpD, em reacção aos dados do mercado de trabalho referentes ao ano de 2018, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na passada segunda-feira, 01 Abril.

Miguel Monteiro considera que o governo ainda não deitou a toalha ao chão em termos de criação dos 45 mil postos de trabalho, ainda nesta legislatura. “Pelas informações que temos é possível ainda atingir sim os 45 mil postos de trabalho. Se calhar aqui dependerá um pouco da ajuda divina”, refere o deputado, que aposta as suas “fichas” no sector primário, que no seu entender é o que contrata mais gente.

E para isso, assenta a sua promessa, na possibilidade de chuva, de forma que permita ter boas culturas. “Tivemos dois anos muito maus nesse âmbito, mas se houver chuva de forma salutar, mansa e que permita termos boas culturas neste ano de 2019 estaremos em condições de cumprir”, alega.

Concretamente sobre os dados do INE, o secretário-geral do MpD destacou como positivo o facto de, apesar de Cabo Verde viver dois anos consecutivos de seca e mau ano agrícola e do aumento da população, o desemprego ter-se mantido em 12,2 por cento (%).

“A taxa de desemprego em Cabo Verde hoje, 12,2% é muito menor daquela que o Governo do PAICV deixou, 15 %”, disse em jeito de comparação, enaltecendo ainda “a diminuição do desemprego jovem (15-24 anos) de 32,4% para 27,8%” e a diminuição do número de pessoas desempregadas de 28.424 em 2017 para 27.028 em 2018.

Monteiro destacou também a diminuição da taxa de subemprego de 16% em 2017 para 14,7% em 2018, do aumento de 41% para 42,8% da população inscrita no Instituto Nacional da Previdência Social (INPS) e ainda da diminuição da taxa de desemprego na população com nível superior de estudos, passando de 10,9% em 2017 para 6,2% em 2018.

Em relação a estatística sobre a população inativa, de 15 a 24anos, esta mostra “que a causa para a inatividade reside no facto de 64,5% ainda serem estudantes”.

Conforme disse, a redução da proporção de jovens sem emprego, sem educação e sem formação é uma das principais metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e do Plano de Desenvolvimento Sustentável do país e os dados do emprego demonstram uma evolução positiva que “vai melhorar mais com a dinâmica do crescimento económico”.

Por outro lado, enalteceu as medidas adotadas pelo Governo para a gratuitidade do ensino até ao 12º ano, que segundo sustentou, vai beneficiar 53.000 estudantes a partir de 2020 e “o aumento do investimento” nos programas de acção escolar que vão “reforçar o aumento de jovens com acesso à educação”, com impacto “na redução do abandono escolar e no aumento do sucesso escolar”.

Também citou o investimento na formação profissional que vai beneficiar cerca de 5.700 jovens em 2019.

Questionado se ter 5.700 jovens para a formação profissional para 2019 não é pouco, tendo em conta as críticas, principalmente do Banco Mundial, de que os sucessivos governos “têm descurado a formação profissional” porque “o país não consegue empregar todos os técnicos superiores”, Miguel Monteiro lembrou que com os governos anteriores houve anos em que não se chegou a mil jovens com formação profissional.

“É claramente um grande ganho. Seja a nível de estágios profissionais, seja a nível de formação profissional, o Governo vai apostar de uma forma nunca antes vista em Cabo Verde,” declarou, realçando que nem todos têm que ser engenheiros e doutores, mas há que ter “bons carpinteiros, bons canalizadores e bons contabilistas ao nível técnico”.

Fonte: Inforpress

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