António Monteiro: “MpD conseguiu criar 515 postos de trabalho em 3 anos e 14.725 novos desempregados de 2017 a 2018

3/04/2019 15:23 - Modificado em 3/04/2019 15:23
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Numa análise aos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística esta segunda-feira, referente a informações sobre o emprego e o desemprego, a UCID classifica a situação laboral do país como “crítica” e exige do governo medidas urgentes para que se inverta a situação atual.

António Monteiro falava esta manhã, em conferência de imprensa, onde abordou os números apresentados pelo INE, chegando à conclusão de que nestes três anos de mandato o governo do MpD criou apenas 515 postos de trabalhos.

“Consideramos o número de empregados existentes em 2015 correspondente a 194.485, com os de 2018, correspondente a 195.000 empregados, facilmente chegaremos a conclusão que nestes três anos de governação do MPD, o país só conseguiu criar 515 postos de trabalho, o que é manifestamente insuficiente face ao compromisso assumido de 27.000 postos de trabalho nestes três anos”, denuncia o líder da UCID.

Para o deputado da UCID, de 2017 a 2018, ao invés de se criar, em média, os 18.000 postos de trabalho, referente aos compromissos eleitorais, criou-se, sim, mais 14.725 novos desempregados, voltando, segundo António Monteiro, aos números de empregados existentes em 2015.

Posto isso em relação ao rácio de pessoas consideradas inactivas e as consideradas activas, chega-se a conclusão que o quociente “é extremamente elevado, atingindo quase 80%”, o que na óptica do partido é “muito grave”, já que o número de cidadãos inactivos aproxima-se perigosamente do número de cidadãos activos, o que “coloca em perigo, a continuar tal cenário, todo o equilíbrio social.

Portanto, tento em conta toda esta análise, a UCID considera estranho que o crescimento económico anunciado nestes três últimos anos, não tenha reflectido na criação de empregos de forma objectiva e insta o governo a fazer a competente análise para se inverter o quadro.

Por isso, afirma que “chegou a hora de mais do que o crescimento do PIB, começarmos a analisar a nossa economia do ponto de vista da produtividade”, alega Monteiro que diz que dada a situação é necessário um maior enfoque nas zonas rurais, tendo em conta a falta de chuva que se faz sentir.

E deste modo avança que os números recentes, põem a nu a ineficiência das medidas de políticas sociais e económicas levadas a cabo por este governo, o que revela uma vida cheia de dificuldades para um número cada vez maior de cidadãos cabo-verdianos, o que contraria as promessas de campanha, que prometiam a felicidade.

Outro aspecto, que não se entende, conforme Monteiro, tem a ver com a situação da dívida pública, com um aumento nominal em mais de cinquenta milhões de contos, o que totaliza um total de duzentos e cinquenta milhões de contos. Isso, no entender do líder da UCID, mostra que o país não tem tido a capacidade de criar empregos nestes três anos de governação.

Outra preocupação apontada por Monteiro deve-se ao facto de cerca de 8% dos desempregados terem formação superior e que estarem a engrossar o número de inactivos. Atualmente, segundo dados da UCID, são cerca de cinco mil quadros superiores fora do mercado de trabalho. “É caso para se dizer que o país está a desperdiçar de forma consciente as capacidades produtivas, empobrecendo ainda mais a sociedade e as famílias cabo-verdianas.

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