CVMA 2019: Denis Graça nega ser cantor de kizomba e renúncia nomeação

2/04/2019 12:38 - Modificado em 2/04/2019 12:38

“Eu, Denis Graça, renúncio publicamente, e de cara levantada, a toda e qualquer nomeação que venha da CVMA, melhor, desta CVMA”, rematou.

Decisão tomada em referência à música “Tudo pa bo” que está nomeada na categoria de melhor Kizomba, ao lado de “Pertan” de Josslyn e de “A fila anda”, cantada por Djodje e Jimmy P.

De acordo com o artista, numa carta publicada na rede social Facebook, esclarece que não é cantor de Kizomba. “Nós não fazemos kizomba”, escreveu Denis Graça, referindo-se ao género musical originário de Angola e assumiu-se como o “senhor Cabo Zouk” ostentando as suas origens cabo-verdianas.

Este menciona ainda na sua publicação, a existencia de “claros sinais de conveniência” vindos da parte da organização: “os que se penduram em galhos, foram saltando de galho em galho, mudando de corpo e indumentária e em sequências de convites, amiguismos e outros interesses, tendo, supostamente, formado um grupo ‘todo o terreno’, para, a seu bel-prazer, atribuir galardões, a maior parte das vezes sem mérito, e com claros sinais de conveniência”.

Prosseguindo, questionou se é mérito ou conveniência nomear, em várias categorias,  “alguém que somente tem uma obra”, face a um “mar de artistas que tanto trabalharam para honrar o país”, bem como também “nomear alguém, por contiguidade familiar e outras aproximações! Isto é mérito ou conveniência?”, indagou o artista, colocando no mesmo barco a nomeação de “alguém por laços sentimentais” e a escolha de “elementos sem competência para avaliar questões musicais”.

Denis Graça questionou ainda a escolha de “elementos sem competência” para avaliar questões musicais, assim como a escolha de avaliadores de outros países e culturas para apresentar o evento, bem como a exclusão de artistas que estão no top das preferências, por meses consecutivos, em Cabo Verde.

Mais adiante o artista perguntou se gerar climas de tensão e emoções entre o que é música tradicional de Cabo Verde e outras mais recentes, quando todas são cantadas por cabo-verdianos, é mérito ou conveniência, assim como “fingir esquecer” nomes de cabo-verdianos espalhados pelo mundo fora, com “capacidades vocais bem acima da média e de excelência”.

“Humilhar artistas dizendo que uma determinada música, que até venceu em uma categoria (anos anteriores), não era música, porque era um african house, e dizia vezes sem conta “já bo cre mas”!, isto é mérito ou conveniência?”, acrescentou.

Denis Graça perguntou ainda se a não indicação da sua música “Conta ma mi” foi “premeditado” ou esquecimento e se não levar em conta a vontade do povo expressa nas suas preferências em “várias páginas de Facebook” é “mérito, conveniência ou outra coisa”.

“Entre muitas outras situações contabilizei estas como as mais mediáticas, andam na boca do povo, mostram que o povo está revoltado. É impossível tapar o sol com uma peneira”, frisou Denis Graça, completando que não vê “sinceridade, competência, isenção e lisura” nas movimentações do corpo CVMA.

O artistas indicou “um carácter negligente, desafiador e de baixo nível”, da CVMA para com ele.

“Eu, Denis Graça, renúncio publicamente, e de cara levantada, a toda e qualquer nomeação que venha da CVMA, melhor, desta CVMA”, finalizou.

Em 2012 a cantora Mayra Andrade manifestou junto do presidente do júri que não estaria disponível para participar nos CVMA e em 2014, Djodje, Mika Mendes e a então dupla TL Dreamz (Loony Johnson e Tó Semedo) também quiseram ficar de fora.

A gala dos CVMA 2019 acontece no dia 04 de Maio, na Cidade da Praia.

NN/Inforpress

  1. CL

    Denis, não perdes nada em participar nessa palhaçada, pois pelo que tenho visto mistura-se tudo, aplicando o vocábulo certo uma gerinconça.
    Tomando esta posição ficas bem na fotografia, e salvaguardaste.

Os comentários estão fechados.

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