“Bety” recebe Prémio de Mérito Teatral 2019

28/03/2019 12:49 - Modificado em 28/03/2019 12:49
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Como acontece habitualmente, a cerimónia de entrega do Prémio de Mérito Teatral, prestigiou na quarta-feira, 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, no pátio do Centro Cultural do Mindelo, o vencedor desta edição de 2019, Elisabete Gonçalves.

Numa cerimónia bastante emotiva, a galardoada, no momento da entrega da estatueta de bronze, relembrou aqueles que de uma forma ou de outra a “conduziram” às artes cénicas. Decorria o ano de 1995.

A Associação Mindelact deliberou entregar o Prémio de Mérito Teatral 2019 à actriz Elisabete Gonçalves, carinhosamente tratado por todos por “Bety”, em reconhecimento do seu percurso enquanto actriz, figurinista, encenadora e aderecista, enfim, “um verdadeiro camaleão que se transforma em palco e nos bastidores”, elogia João Branco.

Por isso mereceu a distinção para receber “um dos maiores galardões no domínio das artes cénicas” em Cabo Verde. Este é o vigésimo primeiro ano que se comemora no país o Dia Mundial do Teatro.

Para o Presidente da mesa da Assembleia Geral do Mindelact, José Pedro Bettencourt, este é um reconhecimento pela dedicação da actriz ao teatro. Uma actividade que segundo o mesmo envolve um vasto leque de actividades, que exige muito dos envolvidos que fazem isso por amor e com grande espírito de sacrifício.

Portanto, acredita que todos os que fazem teatro se revêem nesta distinção.

Fundadora de vários projectos teatrais, entre os quais se destaca o Teatro Infantil do Mindelo tendo participado no programa “Caravana do teatro”, em parceria com a FICASE e a Cooperação Luxemburguesa, que levou o teatro a muitos cantos e recantos de Cabo Verde e tem sido também monitora em vários cursos de teatro, primeiro no Mindelo e actualmente na cidade da Praia”, onde vive há seis anos.

No seu discurso de agradecimento, Bety fez uma pequena retrospectiva do que tem sido a sua vida nas artes cénicas desde que foi apresentada ao teatro, pelo atual director do Mindelact, João Branco, até à sua ida para ilha de Santiago, por motivos profissionais. Altura em que pensou que a sua carreira iria entrar em regresso e também pelo facto de deixar em São Vicente os filhos, para embarcar numa nova aventura profissional.

A Caravana do Teatro, da qual fez parte durante três anos e que trabalhou como profissional, foi segundo a actriz, “uma das melhores experiências”.

Aos pais também agradeceu por nunca a terem tentado cortar as “asas”, pois sempre a apoiaram em tudo, agradeceu, também, a João Branco que a apresentou a este mundo e à sua amiga e companheira de palco, a atriz Zenaida Alfama, pelo apoio incondicional.

O Prémio de Mérito Teatral foi criado em 1999 pela Associação Mindelact, para anualmente homenagear um grupo de teatro, particulares, empresas ou instituições públicas ou privadas que se destaquem pelo apoio e contribuição para o desenvolvimento das artes cénicas cabo-verdianas e tem como objectivo principal servir de incentivo para aqueles que, de uma forma ou de outra, tem contribuído para o melhoramento do nosso teatro.

O prémio é representado por uma estatueta em bronze concebida pelo artista plástico Manú Cabral, a partir de um dos elementos que constituem o logótipo da Associação Mindelact, este por sua vez da autoria da artista plástica Luísa Queirós.

De lá para cá foram distinguidos o Grupo Juventude em Marcha e o investigador Mário Matos (1999), o encenador Francisco Fragoso (2000), a Escola Salesiana & Centro Cultural Português/ICA (formação teatral 2001), o Jornal A Semana & Rádio de Cabo Verde (Comunicação social-2002), Público do Mindelo (2003), Cineteatro Éden Park (2004), Banco Comercial do Atlântico (Mecenato 2005) e Luísa Queiroz (2006).

Em 2007 o Prémio foi atribuído a César Fortes (Técnico de iluminação), Grupo de Teatro do Centro Cultural Português (2008), o actor César Lelis (2009), o encenador João Branco (2010), Cooperação Portuguesa (2011), Manuel Estevão (ator, 2012), Grupo Teatro Craq’Otachod (2013), atriz Ducha Faria (2014), OTACA (companhia, 2015), Flávio Hamilton (diáspora, 2016) e Victor Silva (encenador, 2017), e em 2018, José Fonseca Soares, jornalista da Rádio de Cabo Verde e actor teatral

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