CMSV apela à população para fazer as suas doações no Centro Irmãos Unidos e não directamente às crianças

25/03/2019 17:49 - Modificado em 25/03/2019 17:49
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A Câmara Municipal de São Vicente, através da vereadora do pelouro de Acção Social, Lídia Lima, apela à população para não fazerem doações directamente às crianças, pois garante que quando as fazem directamente nas mãos das crianças, interferem no trabalho de reinserção social e que isto só faz com que as crianças permaneçam nesta situação.

Numa altura em que o Centro Irmãos Unidos, situado em Chã de Alecrim, assinala dois meses de funcionamento, Centro esse criado para dar resposta à problemática dos “meninos de rua”, que se vem agravando em São Vicente, num regime semi-fechado, a CMSV, pede às pessoas para não doarem nenhum tipo de alimento ou dinheiro, porque fazendo isso estão prejudicando o trabalho que a edilidade tem vindo a fazer com as crianças que se encontram nesta situação social.

“As crianças vão para as ruas pedirem dinheiro precisamente devido ao vício e porque adquiriram outros vícios na altura que vivem na rua. Desta forma queremos alertar toda a população, para não agirem dessa forma, ou seja, ofereçendo alimentos, dinheiro ou qualquer outro bem, porque nos centros de acolhimento estes têm todas as condições disponíveis, desde alimentação a higiene, que toda a criança precisa ter num lar. Não é aconselhável que elas continuem a receber estes tipos de apoios nas ruas” assegurou a vereadora à RCV.

Para tal refere que as portas do Centro de Acolhimento estão abertas para receber todo o tipo de apoio, desde géneros alimentícios, vestuários, calçados, ou seja tudo o que as pessoas quiserem doar, mas pede que nunca façam isso directamente às crianças.

A vereadora vinca que os apoios sempre serão bem-vindos, principalmente em termos de alimentos pois, conforme assegura, as crianças têm quatro refeições diárias, mas que sentem necessidade de reforçar estas refeições com frutas e iogurtes, embora aponta a parceria existente com a Yogurel. “Mas neste momento elas estão bem tratadas” conclui. Este projecto que foi inaugurado em Janeiro deste ano, em parceria com a Cáritas de São Vicente, proprietária do espaço, que desde a sua essência trabalhou com crianças de rua e a Câmara Municipal de São Vicente e neste momento tem 12 crianças e adolescentes em regime semi-fechado.

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