Juventude em Marcha: Três décadas e meia a fazer teatro em Cabo Verde

25/03/2019 17:08 - Modificado em 25/03/2019 17:08
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Há três décadas e meia nascia, na cidade do Porto Novo, o grupo teatral Juventude em Marcha, aquele que é considerado o grupo teatral mais emblemático do país.

Na sua página na rede social Facebook, o actor e líder do grupo, Jorge Martins, assinala a data com uma mensagem sobre os trinta e cinco anos de carreira do grupo. Nela o ator faz menção à criação do grupo. “A 25 de Março de 1984, em Porto Novo, desabrochava um grupo de teatro determinado a preservar, a divulgar e a promover, através das artes cénicas, a vivência social e cultural do homem cabo-verdiano”

Para Martins, os desafios têm sido, ao longo destes trinta e cinco anos, “enormes”, com as dificuldades aumentando a cada dia. E cita a gíria popular “enquanto há vida, há lida”, sempre haverá muita luta e entrega dos elementos para continuar a contribuir e a fazer teatro em Cabo Verde.

Aproveita a ocasião para dar os parabéns a todos os elementos do grupo que “abraçados à causa que nos une, vêm dando tudo de si para que o país e o povo cabo-verdiano sintam -se condignamente representados na pessoa do grupo”.

Em Dezembro de 2018 o grupo estreou a longa-metragem “Canjana”. Um filme com duração de 80 minutos, que revive as fomes da década de 1940, mais precisamente a de 1946, resultante da 2ª Guerra Mundial e também mostra qual a importância que o encalhe da embarcação John Schmeltzer teve na salvação das gentes da ilha e de Cabo Verde. De relembrar que segundo a história, a embarcação tinha os porões recheados de comida.

Além desta peça, agora transposta para o cinema, existem diversas outras levadas em cena. Desde Rabo de Bruxa, passando por “Problemas de Família”, “Partilha das Almas”, ao “Preço de um contrabando”.

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