Banco Mundial apoia projeto de reforço da educação

22/03/2019 00:49 - Modificado em 22/03/2019 00:49
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Um projeto de reforço da educação em Cabo Verde, apoiado pelo Banco Mundial, pretende aumentar a percentagem de estudantes que terminam o ensino básico dos atuais 32% para os 82,5% e reduzir o abandono escolar de 6,7% para 4,8%.

Os dados foram hoje apresentados na cidade da Praia durante a cerimónia de lançamento do projeto de Reforço de Educação e de Desenvolvimento de Competências (PREDC) pelo Governo de Cabo Verde, em parceria com o Banco Mundial.

De acordo com o coordenador da Unidade de Gestão de Projetos Especiais, Nuno Gomes, o apoio do Banco Mundial, de 10 milhões de dólares, irá permitir o desenvolvimento de um conjunto de iniciativas com vista ao reforço do ensino básico, mas também ao nível da formação profissional e empregabilidade.

Com uma duração de quatro anos, o projeto arranca no próximo dia 11 de abril e deverá terminar a 31 de janeiro de 2023.

Neste período, a percentagem de estudantes que terminam o ensino básico obrigatório (oitavo ano de escolaridade) deverá aumentar dos atuais 32% para 82,5%. Nas raparigas, essa percentagem atingirá os 85%, segundo as metas do projeto.

Ao nível do abandono escolar, as ações a desenvolver visam uma redução dos atuais 6,7% para os 4,8%.

Na componente de formação profissional, este financiamento beneficiará 1.500 jovens.

Para a diretora do Banco Mundial para Cabo Verde, Louise Cord, este é o tipo de projetos de que a instituição se orgulha, uma vez que “aumenta o número de alunos que frequentam o oitavo ano e proporciona uma formação para a entrada no mercado de trabalho”.

Louise Cord, que é também diretora da instituição para o Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau e Mauritânia, ressalvou a importância do investimento no capital humano.

Por seu lado, o primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, congratulou-se com esta “sintonia de visão do Governo de Cabo Verde e o Banco Mundial”.

“Além das infraestruturas físicas, e muito mais importante, é a infraestrutura que todos temos no cérebro: A capacidade de aprender, de desenvolver competências, de criar, de inovar, de aplicar essas inovações em criação de valor social, económico, cultural”, disse.

Para o chefe do Executivo, “a transformação dos países faz-se sobretudo com pessoas e pessoas qualificadas e com condições de desenvolver todo o seu potencial”.

Lusa

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