Ricardo Fidalga: Um humorista de “Stand up Comedy” que gosta de contar peripécias

20/03/2019 01:21 - Modificado em 20/03/2019 01:21
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Ricardo Lima Fidalga é um jovem de 25 anos, natural de Fonte Inês, que cedo se envolveu no mundo do Teatro, onde já fez de tudo um pouco. Ao NN revela que a sua grande paixão é mesmo contar peripécias do dia-a-dia, principalmente da sua zona. Um jovem que já ambiciona com voos mais altos.

Este jovem começou a dar os seus primeiros passos no teatro em 1999, com apenas seis anos, mas explica que entrou mesmo no mundo teatral com 16 anos, juntamente com a professora, Patrícia Silva, na Escola Secundária Jorge Barbosa, isto num projecto teatral que a mesma tinha neste estabelecimento de ensino.

Depois desta fase o mesmo conta que entrou, no 14º concurso de iniciação Teatral do Centro Cultural Português do Mindelo, onde fez dois anos de formação, juntamente com João Branco e outros formadores. Nesta fase Ricardo participou como actor, técnico, entre outros papéis, nos diversos espectáculos.

Já em 2014, ganhou uma bolsa, derivado de um protocolo existente entre o Mindelact e a Escola de Teatro do Centro de Formação das Artes do Palco de São Paulo, no Brasil, onde fez um módulo de curso de humor, durante seis meses. Depois do curso retornou a Cabo Verde, onde integrou o grupo recém criado “Trupe Para Moss”.

Instado a descrever como é fazer parte do mundo do teatro, Ricardo afirma que é “ingrato”, recorrendo a máxima do teatro que diz que “quem não aparece não é visto e nem é lembrado” para explicar melhor. “Tinha a minha vontade e algum talento, mas sempre tens que aprender e aperfeiçoar algumas coisas. Ensaios e principalmente apresentações, porque somente esses elementos poderão dar-te experiência e maturidade para que as próximas vezes corram melhor”.

No palco e mesmo fora dele, Ricardo aponta que já fez quase tudo: como actuar, técnicas de luz, técnicas de som, cenografia e figurinos. Também já escreveu alguns textos, e já encenou. Mas, para ele, como para todos os artistas do teatro o mais especial é estar no palco debaixo dos projectores e olhares do público.

A sua grande paixão, como garante Ricardo, é o “Stand up Comedy”, ou seja, falar de coisas que acontecem no dia-a-dia, e que geralmente as pessoas não têm tempo para notar, mas que segundo o mesmo acontece todos os dias, principalmente com as pessoas mais próximas de nós. “Muitas vezes trata-se de um exagero da realidade e as pessoas gostam por se tratar também de um absurdo”.

Uma paixão que desenvolveu, seguindo os programas de Stand up Comedy, principalmente do Brasil e Estados Unidos da América, no Youtube. Depois passou por uma avaliação no Centro Cultural Português, que era criar um texto nesta vertente, onde passou juntamente com os colegas a frequentar alguns bares de São Vicente, entre outros lugares

Neste momento, depois de ter apresentado as peripécias da sua zona Fonte Inês, numa actuação denominada “So ne Fonte Inês” no passado dia 16 de Março, no ALAIM, afirma que é nesta vertente que quer criar um repertório e uma carreira, passando por se apresentar em todas as ilhas de Cabo Verde e, porque não, lá fora. Mas o grande entrave, como assegura, está na questão da escassez de parcerias e apoios.

Ricardo afirma que tem tido uma grande aceitação do público e que os seus espectáculos têm tido sempre casa cheia. “O público sempre adora o meu trabalho. Posso dizer que tenho um público que me segue, onde quer que eu vá” confidência.

Para o início do mês de Abril o jovem tem agendado nova apresentação das peripécias de “So ne Fonte Inês”, mas que segundo o mesmo ainda não tem data nem local definido.

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