Requalificação de estradas: É preciso mais do que apenas tapar alguns buracos

20/03/2019 00:17 - Modificado em 20/03/2019 00:17
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Nos últimos anos foram efetuadas muitas melhorias na construção de novas infraestruturas, no que toca à manutenção das vias rodoviárias,  mas o estado de manutenção de algumas estradas do país não agrada nem aos condutores, nem aos peões.

Em São Vicente, o problema de degradação de algumas estradas, como em todo o país, não é recente. Deixando de lado, por agora, as estradas com problemas de falta de calcetamento, vamos nos focar nas estradas e arruamentos asfaltados aqui na cidade do Mindelo e arredores. Muitas delas continuam, de há muito tempo para cá, apresentando o pavimento esburacado em vários locais ao longo da sua extensão. Segundo os condutores a solução adotada tem sido “tapar os buracos”.

Por outro lado, a Câmara Municipal de São Vicente diz que a manutenção das estradas funciona conforme a disponibilidade financeira e que, a breve prazo irão ser feitas diversas intervenções de fundo na requalificação e pavimentação de diversas estradas e artérias da cidade.

Também os pavimentos de algumas vias de acesso ao centro da cidade carecem de novo piso, e não de remendos, pois sem a manutenção devida tal situação vem prejudicado os automobilistas. Esta é mais uma das várias queixas daqueles que diariamente circulam por essas vias.

Condutores questionados pelo Notícias do Norte, dizem que para resolver os problemas das suas vias de circulação, a Câmara Municipal de São Vicente “conta com as verbas conseguidas pelo Imposto de Circulação Automóvel (ICA), cobrado pela mesma, e de outros fundos retirados do orçamento municipal. O governo também cobra para a manutenção das estradas através da Taxa de Serviços de Manutenção Rodoviária (TSMR). Esta é cobrada em função de cada litro de combustível e destinada, como o nome indica, ao serviço de manutenção das estradas”.

Entretanto, “a edilidade não parece ser capaz de resolver o problema”. E defendem que a autarquia e o Instituto de Estradas têm a obrigação de fazer muito mais. “Não temos escolha: ou andamos em cima de buracos ou andamos em ziguezague dentro da via para desviarmo-nos desses buracos, correndo o sério risco de causar acidentes. O imposto que pagamos não está a ter retorno nenhum”, alerta um taxista mindelense que diz, que tal como outros estão cansados de bater na mesma tecla.

“E teimam em simplesmente tapar os buracos”, desabafa outro condutor.

As taxas são cobradas, pesam no orçamento, mas as estradas estão em más condições, esburacadas e mal calcetadas, dizem.

E olhando para a evolução do parque automóvel em Cabo Verde, vemos que o número de veículos não para de aumentar. Se em 2008, havia 45357 veículos em circulação no arquipélago, em 2013, 56587. Isto traduz-se num maior desgaste das estradas.

O vereador da Câmara Municipal, Rodrigo Martins, garante que há uma constante intervenção nas ruas municipais, assegurando que a edilidade aprovou no seu plano de actividades para o orçamento de 2019 várias obras de requalificação de estradas. “Vamos proceder à pavimentação de várias estradas e artérias da cidade, sendo a Rua de Coco, Avenida 05 Julho, Avenida Marginal, rua da Praça Nova, entre outros” e para isso, afirma que será feito um trabalho profundo de asfaltagem da cidade do Mindelo.

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