“É a sua forma de educar”. Mãe defende namorado que lhe matou o filho

7/03/2019 15:08 - Modificado em 7/03/2019 15:08

Aaron Gálvez, de dois anos, morreu “estrangulado” e apresentava várias contusões. A mãe e o companheiro foram detidos já que estão acusados da autoria do crime.

“Fui acordá-lo [o enteado de dois anos] e ele tinha feito xixi. Disse-lhe que não o deveria ter feito e fui buscar o leite. Quando voltei, ele tinha voltado a fazer xixi. Bati-lhe no rabo e depois perdi a cabeça e fiz um gesto para que ele parasse de respirar”. Esta foi a declaração de José Antonio Pérez, o homem de 25 anos que está acusado pelas autoridades espanholas de ter matado o filho da companheira, Aaron Gálvez, no dia 17 de setembro do ano passado. A notícia chega agora a público, já que decorre em tribunal o julgamento dos suspeitos. 

A mãe de Aaron e o namorado foram presos no hospital, para onde levaram o menino, “inconsciente e com vários hematomas no corpo”, com a ajuda de uma vizinha. 

Detalha o El Periódico que os médicos tentavam salvar a vida da criança enquanto que a mãe e o companheiro deram às forças de segurança três versões diferentes dos acontecimentos. 

Primeiro, disseram que Aaron tinha caído da banheira, depois que o menino tinha sido sequestrado por homens encapuzados e por fim alegaram que outras crianças o tinham espancado. Os argumentos não convenceram a polícia que desconfiou da falta de coerência. Também os médicos suspeitaram que estava em causa um crime. 

O padrasto do menino espanhol acabou por confessar às autoridades que bateu “três ou quatro vezes na cabeça” da criança. Quando interrogado pelo juiz, também admitiu ter agredido o enteado noutras ocasiões: “Bati outras vezes nele, mas com menor intensidade”. 

Em sede de audiência, na barra do tribunal, o suspeito sustentou que a mãe “não sabia educar a criança”, delegando nele essa tarefa e “esta é minha forma de educar”. E acrescentou: “Eu não lhe batia diariamente, apenas quando ele fazia algo de errado”. O padrasto terminou o seu depoimento defendendo que o facto de a criança ter urinado na cama merecia, no seu entendimento, uma punição física.

A mãe também tentou minimizar os acontecimentos: “Aaron era uma criança mal comportada e o meu companheiro era incapaz de o magoar. Ele amava-o muito. Não tratem José como um agressor, ele é boa pessoa. Esta é a sua forma de educar e cada um tem a sua”, referiu. 

As autoridades, em tribunal, declararam que o comportamento da mulher sempre lhes pareceu suspeito. Mesmo no hospital, “ela sempre aparentou estar tranquila”. A investigação da polícia e do tribunal concluiu que a morte do menino foi motivada por estrangulamento. 

Por Notícias ao Minuto

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