Vendedeiras registaram fraco movimento na venda de produtos na Festa de Cinzas

7/03/2019 00:59 - Modificado em 7/03/2019 01:00
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Apesar do almoço de Cinzas não ser uma tradição na ilha de São Vicente, as vendedeiras do Mercado Municipal de São Vicente lamentam a fraca procura dos produtos nas vésperas do dia de Cinzas, celebrado nesta quarta-feira, um cenário diferente do registado no ano transato.

Em conversa com o NN, as vendedeiras do Mercado Municipal foram unânimes em afirmar que este ano os produtos agrícolas estão mais caros comparativamente ao ano passado e que as vendas estão muito fracas.

Segundo Antónia Santos, vendedeira há vários anos no mercado, a abóbora e a batata-doce são os produtos que têm o preço mais elevado, fundamentando que este aumento se deve ao mau ano agrícola registado no ano passado.

O peixe seco um dos aperitivos mais procurados pelos clientes, conforme avança as vendedeiras, foi o único a esgotar. Por outro lado muitos produtos tiveram pouca saída, devido a fraca aderência das pessoas conforme pôde constatar este Online. Nas bancas ainda havia milho verde que ao preço de 200 escudos o quilo.

“O movimento foi fraco, não vendi quase nada. Em relação ao ano passado quase todos os produtos estão mais caros, isto devido ao mau ano agrícola. A fraca aderência poderá ser justificada devido ao emprego que está fraco em São Vicente” assume Sónia Santos.

Por sua vez, a vendedeira Coía Colito, disse que esperava uma maior procura por parte das pessoas. Pessoas essas que anualmente, depois da missa de cinzas, procuram o mercado para fazerem as suas compras, mas que este ano nada disso se viu. “Este ano as vendas foram muito fracas, é só ver a falta de movimento das pessoas por aqui. As pessoas têm sobretudo perguntado pelo peixe seco, mas que já está esgotado. De resto foi o único produto que teve uma maior procura” acrescentou.

Abordamos uma cliente em pleno mercado e esta confidenciou-nos que a falta de dinheiro e trabalho está na base da pouca procura. Também o aumento dos preços dos produtos, deve-se segundo esta nossa entrevistada ao mau ano agrícola.

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