João do Carmo teme que o sector marítimo nacional se transforme em mais um caso “Binter”

21/02/2019 13:14 - Modificado em 21/02/2019 13:14

Na sequência da assinatura do contrato de  transporte marítimo  Inter-Ilhas entre o Governo e a empresa Transinsular, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), acusa o governo do Movimento para a Democracia de estar a desconstruir o legado deixado durante a sua governação, no que tange à ligação marítima entre as ilhas de Cabo Verde e a ligação destas com o mundo.

De acordo com o João do Carmo, todo o processo, desde do lançamento do concurso à divulgação do vencedor e consequente assinatura do contrato, é “inconsistente e sem seriedade”. Por isso, questiona o governo, sobre vários aspetos do contrato, entre eles, a publicação do mesmo, para que isso não esteja na iminência de se tornar em mais um caso “Binter”, com “o país a sofrer com as más decisões do governo no sector aéreo”.

João do Carmo diz que não existe nenhuma novidade e que as coisas irão continuar na mesma. Revelando que a empresa Transinsular afirma que não vai fazer nenhum investimento às cegas e que o meio milhão de euros que a empresa fala para a constituição do capital social, mostra exatamente isso.

Posto isso critica a atitude do governo de ter deixado de fora a Cabo Verde Fast Ferry, citando o Ministro dos Transportes que diz que a CVFF não reunia os requisitos e que devia parar de operar, e por isso insiste que os armadores nacionais não têm capacidade para responder às exigências do concurso.

No entanto, o governo assina com pompa e circunstância um contrato com uma empresa estrangeira que não vai fazer nenhum investimento em novos navios ROPAX e que as nossas linhas continuarão ligadas com os mesmos barcos dos armadores nacionais, tal como vinha acontecendo, salienta o referido deputado.

Entre diversas questões deixadas ao ar, João do Carmo questiona o governo sobre o montante dos 300 milhões de escudos para subsidiar esta empresa e por isso teme que este valor seja aumentado nos próximos anos, sendo que será feito a uma empresa estrangeira, com domínio da gestão da empresa e com isso, o partido da oposição teme que os armadores nacionais sejam prejudicados brevemente.

Em relação ao posicionamento dos armadores nacionais, sobre este assunto, João do Carmo acredita que foi uma atitude para não ficarem de fora do negócio, e que foi feito por falta de outra alternativa.Para este político, estamos perante um governo que não está a altura dos cabo-verdianos e dos desafios deste país.

  1. Hilário Soares

    Desde que não seja outro caso negro da Fábrica de Tabacos, como o do João Carmo, tudo bem.
    Oposição fraca sem alternativas e numa política de terra queimada, bota abaixo, destrutiva.
    Por isso e por outras que estão com menos de 20% em S. Vicente, segundo dados da última sondagem.

  2. Dulce M

    J. Do Carmo,
    só negativismo, só rancor, só mau perder.
    assim o nosso paicv vai afundar-se mais.
    Devias dar os parabéns , ao invés de gorar maus resultados.

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