Violador do Seixal confessa ser pedófilo e ter abusado de menina de sete anos

21/02/2019 02:17 - Modificado em 21/02/2019 02:18
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Virgílio Mendonça admitiu atração por crianças e, potenciado pelo álcool, ter abusado de criança que levou de um parque infantil.

Atraído sexualmente por crianças do sexo feminino desde os 16 anos, Virgílio Mendonça, esta quinta-feira com 38, confessou esta quarta-feira no tribunal de Almada o rapto e a violação de uma menina de sete anos, na Amora, a 1 de setembro do ano passado.

Contou que levou a criança de um parque infantil, junto às piscinas municipais, e que a convenceu a acompanhá-lo com a promessa de a levar a uma festa.

Na ausência de qualquer adulto responsável pela menor, no parque – já que a mãe tinha ido a casa tratar do filho bebé -, Virgílio violou-a duas vezes, em momentos distintos, durante 12 horas de cativeiro.

Na primeira sessão de julgamento, confessou ainda que ao longo de grande parte da vida tem lutado contra a atração sexual por menores, desejos que, segundo o homem, se acentuam com a ingestão de álcool.

Ao tribunal, Virgílio Mendonça contou que à data ingeria bebidas alcoólicas diariamente e que na tarde do crime estava a beber, sem dormir, há quase 24 horas.

O homem demonstrou ter consciência da gravidade dos atos que cometeu ao raptar e abusar sexualmente da criança. Ainda assim o Ministério Público pediu 15 anos de prisão. 

Ao longo das duas horas de sessão, o arguido negou ter dito à menina que era seu tio e tê-la ameaçado de morte, enquanto a mantinha sob sequestro.

No entanto, confrontado com a versão da menor – relembrada pelo coletivo -, admitiu poder ser verdade mas disse já não se lembrar.

A família da vítima pede uma indemnização cível de 15 mil euros por cada um dos dois crimes de violação e 7,5 mil euros pelo crime de rapto.

PORMENORES

Apoio

A vítima começou a receber apoio psicológico, quer no centro de saúde local, quer na escola, o que parou por opção profissional. A mãe continua a necessitar de apoio psicológico, até hoje.

“Vergonha”

Em tribunal, Virgílio Mendonça disse ontem ter pensado em procurar ajuda médica, perante os desejos sexuais por crianças, mas contou que por vergonha nunca chegou a pedir ajuda.

Testemunha

António Mendes, empregado de um restaurante, encontrou a menor 12 horas após o rapto, sozinha, a deambular numa rua perto de um campo de futebol. Foi uma das testemunhas ouvidas.

Em Correio da Manhã 

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