Polícia Judiciária forma novos Coordenadores de Investigação Criminal e Inspectores Chefes nível I

19/02/2019 17:31 - Modificado em 19/02/2019 17:31
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Arrancou na segunda-feira, 18, na Cidade da Praia, o IV Curso de Coordenadores de Investigação Criminal (CIC), nível I, e o III Curso de Inspectores Chefes (IC), nível I, da Polícia Judiciária, numa cerimónia presidida pela Ministra da Justiça e Trabalho, Janine Lélis.

De acordo com a Ministra da Justiça e Trabalho, a capacitação de quadros da PJ é fundamental para responder aos desafios que também serão novos a partir da alteração da Lei que aprova o Regime da Execução da Política Criminal e da que aprova a Lei de Investigação Criminal, ambas a aguardar a aprovação do Parlamento.

A Ministra, destacou ainda a importância dos dois cursos, na medida em que desta forma está-se “a preparar e a melhorar aquilo que é a capacidade de resposta, os níveis de responsabilização e melhorando aquilo que deve ser a cadeia de comando e hierarquia que deve acontecer na Polícia Judiciária”.

Janine Lélis aponta que o Governo tem feito grandes investimentos na Polícia Judiciária, para que ela seja de facto uma polícia técnico-científica capaz de dar as respostas que a sociedade precisa, com destaque para o Sistema de Informação Criminal, para a aquisição do Sistema AFIS (Sistema de Comparabilidade de Impressões Digitais), para a modernização do Laboratório, manutenção dos equipamentos, capacitação de técnicos e aquisição de reagentes e ainda para as primeiras alterações à Lei que aprova o Regime da Execução da Política Criminal e à Lei de Investigação Criminal.

Por sua vez o Diretor Nacional da Polícia Judiciária, António Sousa, frisou a importância destas formações, não obstante ao facto de que a PJ tem sabido responder aos desafios que lhe são colocados, em matéria de prevenção e repressão criminal e contribuído, “de forma relevante”, para a realização da justiça, manutenção da paz e estabilidade sociais, assegurando que “a formação de 5 novos CIC e 12 IC vai atenuar, em parte, a falta de quadros de chefia do pessoal da carreira de investigação criminal”, a que a PJ tem vindo a enfrentar.

“O exercício da função de liderança na PJ requer, mais do que aptidão técnica e profissional, humildade, determinação, espírito de partilha e capacidade de diálogo”, frisou António Sousa. Para a mesma fonte o que se pretende é que no final das referidas formações, os novos CIC e IC tenham adquiridos os “níveis de conhecimentos técnicos e científicos, indispensáveis para o exercício das funções de liderança, de planeamento estratégico e operacional, da gestão por objectivos, e demais competências previstas na Lei Orgânica da PJ”.

Isso segundo o mesmo, para responder aos exigentes e complexos desafios nos domínios da prevenção, detecção e investigação criminal, impostos especialmente, pela criminalidade organizada, decorrente de tráficos de drogas, de armas, de pessoas, do terrorismo, do cibercrime e da criminalidade económica e financeira, cuja investigação é da competência reservada da PJ.

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