PAICV diz que o país tem graves problemas de mobilidade e que foram melhores neste quesito

15/02/2019 00:02 - Modificado em 15/02/2019 00:03
Foto: Inforpress

O Deputado da Nação, Francisco Pereira, eleito pelo Círculo da Europa nas listas do Partido Africano da Independência Cabo Verde (PAICV), invita o Governo a deixar as promessas e as propagandas de lado, e passar à acção, resolvendo os problemas de mobilidade que o país enfrenta.

 Francisco Pereira diz que hoje Cabo Verde é um país com graves problemas de mobilidade entre as ilhas e com a diáspora, realçando que as políticas de mobilidade esbarram-se não só com a exiguidade de recursos e meios, mas com as políticas dos transportes.

 Na sua interpelação ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, das Comunidades e da Defesa, na sessão parlamentar desta quinta-feira na Casa Magna, o deputado nacional diz que sendo a mobilidade um direito fundamental de todo e qualquer cidadão, sobretudo num país arquipelágico, insular e diaspórico como Cabo Verde, é preciso soluções para que esta esteja sempre no sentir e na aspiração à Felicidade dos Cabo-Verdianos.

O que no seu entender, não está a acontecer. De acordo com Francisco Pereira, os problemas de mobilidade do país são gritantes, a começar pela questão dos transportes, que neste momento, os preços das viagens aéreas entre as ilhas atingiram os níveis absurdos.

 E acusa o governo de ter entregue os cabo-verdianos aos estrangeiros, referindo-se a questão do monopólio detido pela que “penalize claramente a mobilidades de e para Cabo Verde” e por isso deve ser feita a de que as empresas de transporte marítimo e de transporte aéreo cumpram com a “missão pública” de ligação do território nacional e assegurem a mobilidade dos cidadãos, quer nas ilhas, quer na diáspora.

 Outra questão, deve-se ao facto do governo do MPD ter assinado no ano passado o acordo de isenção de vistos e livre trânsito para europeus, por outro lado, o cidadão cabo-verdiano quase a “ mendigar” o visto junto do Centro Comum de Vistos, fazendo homéricas provas para ser elegível a um visto para os espaço Schengen.

Além destas questões, outras como os princípios que tange a mobilidade no espaço da CPLP, a livre circulação com os países constituintes da CEDEAO, que precisa ser clarificada e melhorada.

Posto isso, salienta que a problemática da Mobilidade é eminentemente político e incorpore interesses da nossa política externa. Ciente dessa circunstância, o Grupo Parlamentar do PAICV apela ao Governo que encare a Politica Externa, como um recurso estratégico que potencie as vantagens comparativas e transformá-las em vantagens competitivas, com impacto no desenvolvimento do país e sobretudo na melhoria da qualidade de vida dos cabo-verdianos.

 Em relação aos emigrantes cabo-verdianos, lamenta o facto destes parece-nos que a maioria deles enfrenta o desafio da mobilidade, da integração plena nos países de acolhimento. “Há também à problemática do racismo e da discriminação, da não especialização laboral, do desenraizamento cultural dos descendentes e, em muitos casos, de deportações”.

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