Alcides Graça pede investigação ao paradeiro dos 11 mil contos destinados à obra do Miradouro do Monte Gude

14/02/2019 14:46 - Modificado em 14/02/2019 14:47
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O presidente da Comissão Política Regional do PAICV em São Vicente, Alcides Graça, pediu à Câmara Municipal de São Vicente, para esclarecer o montante de cerca de 11 milhões de escudos destinados à construção de um miradouro turístico na zona de Monte Gude, em Cruz João Évora, propondo uma investigação do Tribunal de Contas.

Em declarações à imprensa, Graça que cumpre dois dias de visitas a algumas obras efectuadas pela edilidade local, afirmou estar preocupado com a estagnação e abandono de esta e outras obras municipais.

Este responsável recordou que o miradouro fez parte de um orçamento rectificativo de 2014, com uma verba de mais de 11 mil contos destinados a construir esta infra-estrutura e ainda os acessos. Pediu ainda ao presidente da CMSV para dizer aos sanvincentinos onde é que foram parar os mais de 11 milhões de escudos que eram destinados a esse investimento.

 Para Alcides Graça esta é uma questão que merece a intervenção do Tribunal de Contas, com o intuito de descobrir o destino desse dinheiro público.

Alcides Graça avançou, por outro lado, que o PAICV está preocupado com a forma que o presidente da câmara tem relacionado com o poder e com a cooperação descentralizada, facto que, ajuntou, tem colocado São Vicente numa situação de gestão corrente.

Segundo Graça, isto significa que o município não tem folga orçamental para fazer investimentos públicos. Apontando que não sabe em que pé está a relação da Câmara Municipal com o Governo neste momento, por uma razão simples. “O Governo anuncia verbas no âmbito do Fundo do Ambiente e do Fundo do Turismo, oito escudos por litro de combustível, mas a verdade é que no terreno não se nota a aplicação destes fundos” esclarece.

No entanto diz que o município tem que dizer aos sanvincentinos, se hexistem essas verbas, e se existem têm que ser aplicadas nas obras municipais, ou se não existem tem de dizer claramente o porquê de não existirem.

Graça e comitiva iniciaram as visitas na terça-feira, 12, visitando as obras como Monte Gute, os polivalentes de Ribeira de Craquinha e Ribeira de Vinha e ainda a construção de habitações sociais na zona de Ribeirinha.

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